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Bookcrossing – eu quero brincar!!!!

maio 8th, 2008 · No Comments · Achados na net, Livros

Bookcrossing.com

Boookcrossing: mais uma daquelas coisas que a gente acha de repente quando passeia na internet. Vi esse vídeo contando sobre o bookcrossing em Madri e não só adorei como fiquei super a fim de saber como o babado funciona – e, óbvio, quero brincar também né?

Depois de ver o vídeo, fui atrás de mais informação, e descobri o “longa metragem que deu origem à série” – meaning, o site do Bookcrossing. E tem há bastante tempo, eu é que não conhecia. Já teve até uma história parecida (sem cadastro) nos trens de São Paulo.  Adorei a idéia. Vc cadastra o livro no site, recebe uma numeração referente a ele, imprime uma etiqueta e voilà…larga o livro no mundo, que nem passarinho, para quem se interessar, pegá-lo, com sorte ler o dito cujo e também, por sua vez, largar ele no mundo de novo…A identificação serve para as pessoas entrarem no site, procurar o cadastro do livro e dizer onde ele foi parar (como aqueles aneizinhos que servem para os cientistas analisarem os vôos dos pássaros…).

Não adianta, eu viajo nessas coisas. Fico imaginando a cena: vc senta num banco, ou numa mesa de bar, e de repente dá de cara com um livro onde tem uma etiqueta escrita : “não estou perdido, fui libertado” – uma espécie de recado do além para a pessoa que encontrou o dito cujo…Já pensou? A moça acabou de brigar com o moço, está tristíssima, chorando horrores, e dá de cara com “Fragmentos de um Discurso Amoroso” do Roland Barthes. Ou “O Amor nos tempos do cólera” (uma das minhas falhas de caráter que pretendo corrigir -nunca li o livro…). Dá até pra imaginar um filme gracinha daqueles que terminam com beijo na boca e final feliz no fim: A moça chorando abre o livro (digamos que seja Fragmentos de um discurso amoroso”, que para aqueles que já amaram ou se apaixonaram uma vez na vida é perfeito – você abre em qualquer capítulo e é 120% de chance daquilo ter acontecido e-xa-ta-men-te daquele jeito com vc.). Ela abre o livro, e vê a etiqueta. Mais tarde, vai cadastrar o livro no site e descobre que foi um moço que “libertou” o livro. Entra no site e…ah, dá pra imaginar né? encontros, desencontros, e happy ending daqueles pra gente achar que o amor é lindo…

Meu único problema com essa história ( do bookcrossing, não a do filme gracinha) é que eu sou super ciumenta e super possessiva com os meus livros. Tem livro que há anos fica na cabeceira da minha cama só pra eu poder olhar pra eles mais fácil. Eu gosto de fazer orelhas nas passagens mais legais para poder achar mais fácil quando quero relê-las – chego ao requinte de regular o tamanho das orelhas levando em conta o quanto eu acho aquele pedaço legal; sublinho as frases que eu gosto, enfim, deu pra entender né? Tem gente que acha que fazer isso com livro é um sabrilégio, porque livro seria uma coisa sagrada, que deveria permancer intocada – eu não. Da mesma forma que um bom livro deixa marcas em mim, é inevitável que eu deixe marcas no livro enquanto o leio…E também não sou da turma que depois que lê um livro pode se desfazer dele sem problemas. Eu hein? E como é que eu vou fazer quando quiser reler o bonitinho? Hoje estou conseguindo me desprender dos livros “mais ou menos” que eu li – mas aí é idiota né? Eu só vou “libertar” os livros ruins? É que nem achar legal ir a uma festa, solteira, e descobrir que só tem moço feio lá…não dá certo né?

Então, já estou vendo que vou ter que encarar essa história de bookcrossing como uma doação – e pra isso vou ter que comprar alguns livros em dobro…ai ai ai…

Pra terminar: meu filho hoje contou que tem um trabalho de CIências em grupo pra fazer, onde cada um tem que contar o número de livros existente na sua casa e fazer o cálculo da porcentagem dos livros que podem ser doados. Os outros colegas do grupo queriam que em 3 dias a contagem fosse feita, e o meu filho falou: “Cara, não tem a meeeenor condição. Você não entende a quantidade de livros que tem lá em casa…”.

E graças a Deus, como filho de peixe às vezes peixinho é, a coleção dele tá crescendo bastante…

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