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Sexo na frente da tia paralítica da namorada de Paulo Coelho e Senhora dos Afogados

junho 29th, 2008 · 7 Comments · Comportamento, Cultura, Eu tava pensando...

“A primeira apresentação foi marcada por vaias e aplausos. Ao final da peça, parte do teatro gritava ‘Gênio!’ e outra parte ‘Tarado!’, até que Nelson subiu ao palco e complicou mais as coisas gritando ‘Burros! Burros!’.  Ao final da confusão, Nelson confessou a Nathália Timberg sua insatisfação: ‘A estrela está no céu. Quem não vê, não vê. Mas ela brilha do mesmo jeito.’ As outras apresentações ocorreram tranquilamente” (Ruy Castro, em “O Anjo Pornográfico“, biografia sobre a vida de Nelson Rodigues).

Fui ver Senhora dos Afogados, com direção do Antunes Filho na última sexta feira. A peça foi escrita em 1947, e a primeira encenação (mencionada no início desse texto),  ocorreu em 1954. Eu sou fanzaça de carteirinha do Nelson Rodrigues, então não vou entrar aqui no mérito da peça em si porque, à uma, eu não entendo nada dessas coisas técnicas de teatro para sair falando de marcação, iluminação, impostação de voz, etc (pois eu só sei dizer “gostei” ou “não gostei”); à duas, gosto tanto de Nelson Rodrigues que se a peça consistisse apenas  em duas pessoas sentadas no palco lendo a peça na íntegra, eu teria achado o máximo do mesmo jeito. Então, deixo a crítica teatral para quem entende do assunto (e vcs podem lê-las aqui, ali e acolá, não esquecendo de um áudio do Arnaldo Jabor onde ele, além de fazer  uma crítica da peça, também relembra algumas frases deliciosas do Nelson Rodrigues).

Enquanto matutava algumas coisas na volta para casa, comecei a passear pelo cyber mundo para organizar esse post. E achei curioso ler que algumas pessoas (só lembrei de guardar os comentários no blog do Daniel Piza, infelizmente) acreditam em uma overdose de encenações de textos do Nelson Rodrigues – isso seria, na opinião de alguns,  falta de imaginação, de criatividade. Bom, eu sei que existem peças maravilhosas a ser encenadas, mas daí a dizer que Nelson Rodrigues está sendo encenado demais, eu discordo. Porque alguns textos simplesmente nunca serão encenados em demasia.

Outro dia, nos comentários de um post no “Pensar Enlouquece“, o Alexandre Inagaki, ao falar sobre clichés, escreveu (hilariamente, btw) :

R: Exato, Flavia. Os dilemas existenciais e os grandes temas como amor e morte são eternos e permanecerão relevantes até o fim dos tempos. E eu prefiro mil vezes assistir a uma história bem contada, mesmo que ela seja “apenas” uma história de amor a uma obra pretensiosa que almeja os píncaros da originalidade, mas que conta de trás para frente a trama de um cabrito albino que cacareja em sânscrito, tem como amante uma filósofa muda que engatinha usando pantufas do Garfield, e pretende bater o recorde mundial de segurar uma vela acesa, em uma trama originalíssima filmada em super slow motion com 7 horas e 43 minutos de duração.
link 12.06.08 @ 14:28

Eu diria isso aí em cima ao ouvir alguém afirmar que há Nelson Rodrigues demais nos teatros. Bom, pra mim, clássicos são clássicos porque a idéia central deles tem a capacidade de atravessar os tempos e comover (ou atingir) o público, seja de que época ele for.  E se a idéia central atravessou o tempo (às vezes séculos, como as tragédias gregas, por exemplo), isso se dá porque o ser humano, de uma forma ou outra, não só não mudou tanto assim, como alguns comportamentos, conflitos, culpas e perversões continuam os mesmos – e as obras que abordam tais assuntos nunca vão estar desatualizadas.

Bom, vcs vão me perguntar: e com mil demônios, o que esse trololó aí em cima tem a ver com “Senhora dos Afogados” e o Paulo Coelho?

Tem tudo a ver. Tem tudo a ver porque lendo o zambilhão de críticas e matérias feitas sobre a biografia de Paulo Coelho escrita por Fernando Morais (algumas aqui e ali), vcs irão perceber um ponto em comum: quase todas elas mencionam como pontos altamente “escandalosos” a informação de que Paulo Coelho já saiu com homens (oh! o horror, o horror! – hehehe…de quem é essa frase mesmo? preciso procurar), e a passagem tida como uma das mais fortes do livro,  em que ele transa com a namorada na frente da tia paralítica da menina.

Bom moçada, não precisa ser um expert pra sacar que essa cena é rodriguiana da ponta do pé ao fio de cabelo. E parando pra pensar, a infância e adolescência de Paulo Coelho (ao menos assim me pareceu) tem fortes tintas rodriguianas: o casarão – praticamente uma personagem de inúmeras peças de Nelson; a família profundamente religiosa; a família ciosa de sua “posição”, que não quer mostrar seus pecadilhos…Numa das passagens do livro, os pais de Paulo Coelho ficam putos da vida quando descobrem que ele havia contado pros amigos sobre sua internação no hospício, pois isso não seria coisa para se dizer – passagem essa muito parecida com uma passagem de Senhora dos Afogados, onde uma das personagens falava “na nossa famíia as mulheres são fiéis”, quando a história não era bem essa.

Onde eu quero chegar? É muito simples :através dessa biografia do Paulo Coelho, só não vê quem não quer que a obra de Nelson Rodrigues não só é atual, como é composta de muitos comportamentos reais, presentes na nossa sociedade (em maior ou menor grau), inclusive nas classes mais privilegiadas (muita gente ainda fala que tais comportamentos só acontecem na favela…então tá…). Mais: tais comportamentos não só chocam esta mesma sociedade por sua crueza como também, justamente pela crueza, são negados e jogados para debaixo do tapete (afinal, na nossa família isso não acontece né?hehehe).

Daniel Piza, em um de seus posts, ao falar de Nelson Rodrigues afirma:

Por trás dessa sucessão de incestos e homicídios há a visão de Nelson sobre como as paixões que os seres humanos tentam reprimir acabam saindo pelas formas mais tortas. Ele dizia sempre que as pessoas vivem uma vida sem autenticidade e coragem e não negava que seu teatro tinha a intenção de expiar essas frustrações.

A cena descrita em “O Mago” é forte? Lógico que é.  Aliás, ainda bem que o mundo não se cansa de se chocar com uma cena dessas. Mas se chocar é uma coisa, achar que isso não acontece na nossa sociedade e que o Paulo Coelho seria uma exceção, é outra beem diferente. E não venham me dizer que essa situação só gerou diz-que-diz porque se tratava do Paulo Coelho – se fosse o seu vizinho ou o prefeito da sua cidade, o diz-que-diz seria idêntico. A idéia de que que alguns comportamentos não acontecem só na favela, nas tragédias gregas ou na cabeça de um escritor tido como tarado, aflige e inquieta – porque afinal de contas, pode estar acontecendo debaixo do teto das pessoas sem que elas se dêem conta…

E é aí que vem a necessidade (a meu ver) de se encenar Nelson Rodrigues: há que se encená-lo justamente para mostrar que as relações humanas têm (e talvez sempre tenham) um lado absurdamente perverso – e sabemos muito bem: só depois que se aceita os fatos é que temos condições de mudá-los ou ao menos conviver com eles de uma forma mais sadia.

****

P.S.: Senhora dos Afogados fica em cartaz até dia 27/07/08 no Sesc Anchieta;

P.S. II, a missão: Segue abaixo uma série de textos e artigos que achei sobre o Nelson Rodrigues enquanto escrevia esse post, todos muito interessantes; não esquecendo também da biografia escrita pelo Ruy Castro, já mencionada acima, e que eu acho absolutamente imperdível.

- “Nelson Rodrigues, um olho puritano, um olho malicioso”, de Daniel Piza

- “A noiva desnudada, por Nuno Ramos”, na Revista Piauí;

- “De reacionário e obsceno a unanimidade nacional“, no blog Controvérsia;

P.S. III – “o horror, o horror” : fiz a lição de casa e descobri que a frase é de Conrad, no livro ” O coração das trevas”.

***

Nota em 02/07/08: Acabei de ler o post sobre Senhora dos Afogados lá no Digestivo Cultural, e lá há uma menção a um texto do Paulo Francis que acho importante colocar aqui (quanto mais não seja, porque adoro o Paulo Francis, adoro o Nelson Rodrigues e isso pra mim é suficiente!). Olha só:

FSP 28/10/90) – Rio de Janeiro – O grande dramaturgo: Nelson Rodrigues. A última vez que vi Nelson Rodrigues, pouco antes de ele morrer, em 1980, foi uma viagem minha ao Rio, no “Nono’s”, que ainda era frequentável como restaurante, em Copacabana.
Dei-lhe um abraço pelas costas. Estava eu saudoso e terno. Não foi muito elegante. Nelson, acompanhado da mulher, não esperava. Ficou surpreendido, e bestificado, quis responder ao meu agrado, mas, ao mesmo tempo, se lembrava com rancor as vezes que eu não tinha gostado de certas peças dele.
Mas me pareceu tão frágil. Compaixão é a mais sedutora das paixões, nota Graham Greene. E foi o que senti, vendo Nelson, “velho”, tinha 67 anos, mas parecia muito mais, com problemas variados de coração, e tendo de trabalhar como um estivador, porque escritor não fica rico no Brasil como escritor, apenas. Condoeu e condói ainda.
Só Sábado Magaldi (editor e introdutor das peças completas de Nelson, pela Nova Fronteira) e eu, que me lembre, defendíamos o talento, incomparável entre dramaturgos brasileiros, de Nelson. O vulgo crítico achava imoral e iletrado, e até gente de primeiro time, como Wilson Martins, concorda. Ele sempre foi controverso. Melhor do que ignorado, como no bestialógico do “entretenimento de massa” de hoje.
Nelson escreveu três peças, “Dorotéia”, “Álbum de Família” e “Senhora dos Afogados”, que são pura poesia teatral, isto é, que vivem enunciadas e encenadas num palco, criam sua própria verdade anarco-sensual e cuja musicalidade transcende noções convencionais de estilo. Soube que Antunes Filho, que me sinto tentado a descrever como o que resta do teatro brasileiro, fez espetáculos brilhantes de textos de Nelson, e lamento nunca ter tido a chance de ver.
Nelson sabe mais do que é sexualmente inconsciente e irresistível do que Schnitzler, é capaz de dramatizar uma monomania com a intensidade de um Strindberg e de criar um mundo tão pessoal e diferente do resto como Wedekind. Escrevesse numa língua mais divulgada e teria morrido rico e famoso e faria parte dos repertórios das grandes companhias.
“Dorotéia” foi fechada pelos críticos de teatro do Rio. Era um espetáculo empolgante, de rara vibração poética, na coreografia única de Zbigniew Ziembinski, o diretor que revelou Nelson em “Vestido de Noiva”, em 1943, que fez por Nelson o que Peter Hall fez por Harold Pinter, porque antes havia sempre mais gente no palco do que na platéia nas peças dele. “Burro nasce como capim”, dizia dos críticos hostis.
Lembro de ter visto “Hamlet”, com Jean-Louis Barrault, e “Dorotéia”, e, aos 19 anos, achei o espetáculo brasileiro infinitamente superior, pensamento “herético”, me parece, nessa idade insegura. Mas era muito melhor. Barrault mostrou interesse em encenar “Senhora dos Afogados”. Não sei em que deu. Nelson nunca soube se administrar. Pão-duro ao extremo, deve ter achado que contratar um bom agente seria prejuízo para ele.
E gostava de ser artista incompreendido. Vaiado, numa de suas piores peças, “Perdoa-me por me Traíres”, veio ao palco, imprecar contra a platéia. A peça tem grandes momentos, quando Abdias do Nascimento, negro, fazendo um senador da UDN, partido conservador, vai a um bordel de normalistas (velha fantasia sensual do Rio) e pede a moça “Diz que eu sou reserva moral da nação”, e ao ouvir a frase sucessivamente, entra em estertores de gozo. Ou a mulher dizendo “Até me entreguei por um bom-dia”. Nelson sempre se salvava pela tangente, mas a peça, nem de longe, se aproxima do trio que citei acima.
Mas foi sua “concessão”. Sem público ou apoio crítico para seus melhores dramas, Nelson produziu “O Beijo no Asfalto” “Toda Nudez Será Castigada”, “Os Sete Gatinhos”, “Bonitinha mas Ordinária” e a interminável crônica jornalística “A Vida Como Ela É”. Nelson não tinha o menor senso de propriedade cultural. Era o que os ingleses chamam um “hack”, um escritor de aluguel. Acontece que tinha gênio, mas não percebia a diferença. E queria rendição integral dos críticos. Não admitia restrições. Quando lhe dei o abraço, em 1980, ele estava ressentido comigo porque critiquei uma de suas obras inferiores. “Não me venha com restrições”, dizia, de maneira única.
Nelson era mediúnico. Em “O Cruzeiro”, escrevia o folhetim “Meu Destino é Pecar”, com o pseudônimo de Suzana Flag. Ia ao banheiro e Hélio e Millôr Fernandes, que também trabalhavam na revista, se sentavam no seu lugar e acrescentavam alguns parágrafos ao folhetim. Nelson votava, sentava, e retomava do que os Fernandes tinham acrescentado, sem perceber que não era dele. E escrevia em espaço 1, o que é praticamente inédito, em jornalismo, tamanha a sua segurança.
Ganhou maior ódio pelo seu temor mórbido do comunismo. Ironizava maravilhosamente a esquerda festiva. Fico imaginando como ele teria se divertido no curto espaço de tempo de Lula com esses novos pseudos, esses petelhos, gente do botequim, aspirante a boca rica em estatal. São famosas algumas imagens suas, como a estagiária de jornal de calcanhar sujo, contracultura. É verdade que Nelson carregou demais contra Alceu Amoroso Lima e Hélder Câmara, num tempo de repressão e tortura no Brasil. Caiu muito mal e ele foi tido como delator.
Mas era humano, humano demais. Sua tentativa de fazer da irmã, Dulce Rodrigues, uma estrela de primeira grandeza, estava obviamente fadada ao fracasso, porque a moça não ajudava. Nelson rompeu com quem dizia o contrário, ou seja, a verdade. Seu negócio era paixão.
Torcedor passional do Fluminense no Rio, era comentarista de futebol, também sem qualquer tentativa de ser objetivo. Até que uma vez vi um jogo com ele e percebi, pelas perguntas que me fazia, que Nelson não enxergava direito. Todos os outros cronistas de futebol já sabiam disso, mas aceitavam, por amizade, que ele discutisse jogadas com eles, em televisão, como se pudesse ver alguma coisa.
Pena que só tenha sido filmado por rapazes amáveis, mas que não nasceram para o ofício de cineastas. “Toda Nudez Será Castigada” foi convertida num filme pornô, e “A Falecida” tratada como “tragédia grega”, sem arrancar um sorriso da platéia, quando o espetáculo original, nos anos 50, com Sérgio Cardoso e Sônia Oiticica, dirigido por José Maria Monteiro (apelidado de “a mulher barbada”), trouxe o teatro abaixo de gargalhadas. Infelizmente Nelson nunca atraiu Gláuber Rocha, seu quase preciso equivalente em intuição cinematográfica.
Mas as peças estão aí. Talento que as toque e revivam como nada de comparável em nosso teatro.

Posts anteriores relacionados com esse texto:

- Sim, eu li o Mago – I

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7 Comments so far ↓

  • Renata

    Preciso conhecer melhor Nelson Rodrigues. Quem sabe assim a biografia do Paulo Coelho ganhe algum interesse. Terminei de ler e fiquei decepcionada exatamente com essa tentativa de chocar os leitores com coisas que Paulo Coelho fez e que não são absolutamente diferentes do que acontece todo dia por aí. Como você disse, não devem ser aceitas, mas não são exceção e, consequentemente, dignas de um livro de mais de 600 páginas…

  • Lady Rasta

    Renata:

    Quer uma sugestão? Leia ” O Anjo Pornográfico” do Ruy Castro, e em paralelo vá lendo algumas peças, não tem como não adorar. A vida do Nelson Rodrigues é rodriguiana (juro!), e tem reviravoltas rocambolescas. Não acho que com isso vc vá gostar mais d’ O Mago, mas pelo menos vc vai ver nessas 600 páginas um “Nelson Rodrigues Aplicado”…hehehe…

    Que legal que vc concorda comigo; na verdade, o que me chamou a atenção n’ O Mago foram coisas totalmente diferentes do que esse lugar comum de “oh meu Deus, ele saiu com homens e teve um casamento a 4″ – mas a verdade é que a sociedade adora espiar pelo buraco da fechadura e se excitar com comportamentos heterodoxos dos outros (porque assim os NOSSOS (DELES)comportamentos heterodoxos não parecem tão doidos…).

    bjs!

  • Lucas Pretti

    Ei, obrigado pelo link e pela visita!
    =]

    Eu não tinha ouvido o Jabor falar sobre Senhora, valeu pela dica!

    Bjos.

  • Lady Rasta

    De nada, eu é que agradeço o seu post!

  • Rita Costa & André L. Soares

    Excelente postagem. Para confundir o leitor e chamar ainda mais a atenção, faltou apenas inserir Freud nesse título, o que também caberia, seja falando de Nelson, de Paulo Coelho e, claro, de sexo.

    Eu também considero Nelson Rodrigues – ‘de longe’ – o maior dramaturgo brasileiro. Sempre atual. E mesmo quando o comparo a alguns dos estrangeiros que já li, vejo apenas Shakespeare à frente dele (se é que esse termo é correto, já que não se está falando de algo que seja competitivo – mas sei que você entende o que eu quis dizer). Contudo, vale lembrar que Nelson Rodrigues aborda temas, digamos… ‘mais brasileiros’, ou em um modo ‘mais brasileiro’.

    Nelson era polêmico não apenas pelo que escrevia, mas também pela forma como vivia. Em ‘Dorotéia Minha’, peça que aborda um ‘caso’ que Nelson teve com Eleonor já se percebe a forma perigosamente apaixonante com que o dramaturgo vivia.

    Infelizmente ainda não vi ‘Senhora dos Afogados’, mas, após a leitura de seu texto (bem como de algumas das referências aqui colocadas), certamente que irei ver, na primeira oportunidade.

    Gostei muito do blog. Cheguei a ele por meio do sistema Blogblogs. Voltarei depois para ler mais.

    Grande abraço!

    André L. Soares
    direitos.autorais2006@gmail.com
    http://poemasdeandreluis.blogspot.com/
    .
    .
    .

  • Rita Costa & André L. Soares

    Desculpe, mas tive que voltar só para dizer que o texto do Paulo Francis é maravilhoso. Acertadíssimo mesmo colocá-lo aqui também.

  • Lady Rasta

    André, fiquei suuuper contente pelos elogios – dá um medão às vezes escrever um texto assim, entao todo incentivo é válido né?
    Concordo com vc quanto à genialidade do Nelson Rodrigues. Uma vez li não sei onde que se não fosse essa “regionalidade” e o fato de escrever em português, Nelson Rodrigues seria muito mais reconhecido do que o Tenesee Willians (que, acho eu, fez uma coisa próxima, mas numa versão beeeem mais light).
    O ingresso da peça custa R$20,00, e sinceramente, não é um absurdo perto da qualidade da peça, se puder vá mesmo!
    Voltem sempre!
    bjs

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