Uma das minhas frases preferidas (de minha lavra mesmo): se vc só ouve a música que vc ouvia quando tinha 18 anos, vc está (para usar expressão do Paulo Francis), tecnicamente morto. Sim! Se vc não consegue atualizar seus gostos musicais, ou não consegue descobrir qual o conjunto atual ou estilo de música atual que lhe agrada, you’re dead meat, dear. É a mesma coisa (exagerando um pouquinho, mas vcs sabem que eu faço isso né?), que sair com a mesma roupa usada há 20 anos atrás (a mesma hein? sem “revisitas”, folks!).
<Disclosure: quero deixar claro que não sou uma dessas que só houve músicas hypadas (seja lá o que isso for) ou estilos que estejam na ordem do dia. Adoro jazz (de-tes-to scatting com todas as minhas forças) , adoro um bom samba, e adoro música de um modo geral, independente da época da sua criação. Na verdade, eu acho que existem apenas 2 tipos de música: a boa e a ruim. Ponto. >
Só que nos últimos anos eu tinha uma dificuldade medonha (para não dizer que julgava a tarefa impossível) para me manter razoavelmente atualizada. E um dia, pensando no assunto, descobri o porquê dessa dificuldade: porque para essa atualização é necessário, além de tempo, conhecer ou ter acesso a pessoas que te apresentem coisas novas. É preciso, como tudo na vida e nas relações vivas, TROCA.
Talvez seja exatamente esse o motivo pelo qual na adolescência os que gostam de música saibam e conheçam tanto sobre o assunto: porque a maioria pode se dar ao luxo de passar hooooras a fio ouvindo música com os amigos – os quais, além de mostrar as suas músicas preferidas, têm outros amigos que também têm tempo a perder e com isso cria-se um enorme ciclo de informação musical.
Só que a gente fica mais velho, o trabalho fica mais pesado, chegamos em casa e tem filho, plus one (fica mais fácil dizer plus one do que namorado/marido/companheiro/válido para qualquer opção sexual – ah, as vantagens da concisão dos saxões…) e simplesmente não se tem mais o tempo que tínhamos antes (tempo é o bem mais valioso da atualidade, eu acho). Além disso, (com raras exceções que só confirmam a regra) com o passar do tempo não só nosso círculo de amizades tende a diminuir, como também o fato de termos os mesmos amigos há anos faz com que haja uma certa homogeinização de idéias e de gostos. Ora, é evidente que com essa homogeinização não se renovam idéias e conceitos – pois de certa forma estamos “respirando o mesmo ar” o tempo todo.
Aí é que entra o blip.fm pra mim. O blip.fm, meus caros, consiste numa cyber bagaça pela qual estou per-di-da-men-te apaixonada. Tá, eu sei, não é o primeiro site onde música é o assunto principal – mas certamente é o que permite uma maior interação entre os seus integrantes. Vc gostou da música de fulano? Adiciona ele como DJ favorito e começa a ver o que ele ouve, o que ele tem pra te mostrar, podendo inclusive fazer comentários e premiá-lo quando ele coloca músicas que vc curte (eu sei, isso parece coisa da 8a série – mas a idéia é essa, lembram? E atire a primeira pedra aquele que não ficar feliz quando ganhar um props…). Continuando: após adicionar várias pessoas como DJ’s prediletos, em breve vc terá uma programação musical excelente (ou ao menos que vc julgue excelente), programação esta elaborada por pessoas que podem ter ou não o mesmo gosto musical que o seu – mas que certamente, terão músicas ou versões novas, diferentes das que vc costuma ouvir. Sim, porque música antes de tudo é um hábito né? Hábito que de vez em quando tem que ser renovado, bafejado com novos ares, senão vira rotina, mesmice.
E é isso que o blip.fm trouxe de volta pra mim: essa troca, o lance do “escuta só esse som” que rolava na escola ou na faculdade, e que eu perdi. E o que é melhor: tudo isso com trilha sonora e pessoas novas. Bendita tecnologia….me remoçou muuuitos anos!!!!!! A balzaquiana aqui agradece viu?
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Para os que resolverem adotar a cyber bagaça, eu estou no http://blip.fm/ladyrasta

















Eu me sinto assim, parada no tempo em relação à música. O tempo é tão escasso que não dá pra pegar cds e ficar ouvindo pra ver do que eu gosto, e aí acabo ouvindo sempre a mesma coisa. Vou testar esse site, com certeza vai vir coisa legal =)
Renata sabe o que é legal? eu escrevo essas coisas falando por mim, tenho certeza que as coisas pra mim funcionam daquele jeito, mas adoro saber que não sou a única a pensar assim. Aparece lá, acho que vc vai se divertir…
beijos!!
Muito obrigado por passar o link desse site, estava justamente no google atrás de novas musicas, por que enjoei das minhas hehehe… e cai no seu blog, justamente nesse post pra esse link excelente, não tenho palavras pra agradecer.
E belo blog!
Uau Henrique, obrigada! É bom ver que não sou só eu que sinto falta dessa troca. E quando for pro blip me procura lá!
beijos!!!
Pois é, Lady Rasta, é isso mesmo. O blip nos traz aquela coisa de juntar um monte de gente com um monte de discos numa noite de sábado, numa tarde de domingo, e ficar apresentando som um pro outro. De gravar pro amigo o último disco que comprou, de fazer seleção de músicas para tocar no carro durante uma viagem. Música é para compartilhar e o blip permite isso em larga escala.
. Agora mesmo, enquanto escrevo aqui, estou com o blip ligado e as músicas que se sucedem são tão boas e ao mesmo tempo tão diferentes. E olha que acompanho mais de 100 pessoas!
Decidi escrever em português no blip – só muito eventualmente escrevo em inglês por lá – e, ainda assim, tenho gente do mundo todo ouvindo a música que seleciono. Música é linguagem universal. Acompanho pessoas que escrevem em alemão, holandês, línguas em que não tenho qualquer fluência, e lá estou eu dando props e recebendo props delas. Sou músico e isso me traz grande satisfação; é ver na prática a concretização de certezas muito íntimas.
Como você falou no seu post, existem apenas dois tipos de música, a boa e a ruim. E é tão legal ver pessoas compartilhando gostos tão ecléticos. Me divirto muito ao me ver colocando numa mesma seqüencia um rock do mês passado junto um samba de 40 anos atrás, seguido de um clássico de 200 anos. E acho fantástico ver esse mesmo comportamento em quase todo mundo que eu acompanho e que me acompanha no blip. Faz-me pensar que o mundo não é tão medíocre quanto parece – ou então que o meu espaço amostral é viciado
O blip é isso. Diversidade e unidade. Um feliz paradoxo. Uma comunhão de idéias, de sensações e de sentimentos. Mas, na verdade, o blip não é nada disso. Ele é apenas a ferramenta. Isso tudo somos nós.
E, como digo toda noite na última música que apresento, nos ouvimos amanhã. E é sempre bom!
Bjs
Marcus Moura (marcusm)
Êêêêbaaaaa!!!! Um dos meus DJs preferidos me visitando aqui pra comentar!!!!!
Olha Marcus vc falou tudo o que tinha pra ser dito. O blip fm é a prova de que a internet é uma ferramenta que, dependendo de quem a utiliza, pode agregar ou desagregar pessoas. Essa semana eu falei que tava meio jururu, vc mandou uma música que vc já sabe que era uma das minhas prediletas, e fiquei contente. Isso não tem preço. Foi o que eu falei: remocei anos !!!
Adorei sua visita viu?
Beijos!
Humm, estou atrasada, só fui convidada pro Blip hoje. Mas acho que vai virar um vício tb!
Andrea o blip mudou um pouco desde que foi criado, e o fato de não permitir mais uploads complicou um pouco, mas continua divertido sim…