Historinha divertida e curtinha pra ajudar a encarar a segunda feira.
Um super amigo meu está parado no farol na saída da ligação leste-oeste, ali na Praça Roosevelt (pros que não são paulistas, é no Centro da cidade, e um local um tanto quanto perigoso – um farol onde eu fico sempre meio tensa).
Vem um cara enrolado num cobertor, nitidamente está com uma faca ou coisa do gênero, e o doido do meu amigo tem mania de sempre abaixar o vidro para falar com pedintes, vendedores, etc.
Assaltante:
- Ué, vi um cabelo comprido de longe e achei que era mulher.
Amigo:
-Eu não sou mulher.
< parênteses : situação esdrúxula para dizer o mínimo - vc está esperando um “isto é um assalto”, “dá a grana aí” e ouve “pensei que era mulher”. Bom, pior do que o cara falar isso é o meu amigo responder, pensando bem…fecha parênteses>
Meu amigo pensa um pouco e fala:
- Por que vc não tenta o carro de trás? Eu acho que é mulher.
- é né? Boa idéia, vou fazer isso. Valeu.
E não é que o cara foi para o carro de trás?????
Tá, antes que vcs me falem que esse meu amigo não teve muito espírito cavalheiresco, e que assaltos nunca são uma coisa assim…digamos, divertida de se contar, devo admitir que mooorri de rir quando ouvi essa história.
Não, eu não estava com ele. E como é que eu sei que não é mentira? Ah, se vcs o conhecessem vcs teriam certeza que não é mentira. Eu mesma já vi acontecer com ele coisas muuuito mais impossíveis do que essa aí de cima.
Nas palavras do meu filho, o sábio da casa: Mã, com vc e com o “Felisberto” essas coisas acontecem. Vcs sempre têm tanta certeza que nada vai acontecer com vcs que não acontece mesmo…
Ai, se a vida fosse assim tão fácil, e eu a super heroína que meu filho acha que eu sou…
****
P.S. O pior é que pra essas coisas eu e o Felisberto realmente temos sorte: nunca acontece nada com a gente. E Deus sabe que em algumas épocas eu tenho certeza que o meu anjo da guarda bate na sala de São Pedro (ou quem quer que seja o responsável pelo departamento de segurança das almas) e diga : “cara, ela tá daquele jeito, eu sozinho não dou conta dela não! preciso de reforços, merrrmão!!!!”
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Hahahahaha.
Flavia, eu não tenho a sua sorte e proteção: já fui assaltada quatro vezes em faróis, duas delas com arma. Terapia por uns vinte anos acho que não darão jeito em mim, sério. Eu ando cada dia mais assustada e tensa. Meses atrás entraram na casa do meu irmão e mantiveram minha cunhada – que tava grávida – refém por quase 3 horas. Levaram metade da casa, a xingaram e deram coronhadas.
A última coisa que aconteceu neste sentido foi terem ligado pra minha casa, de madrugada, com o golpe do falso seqüestro. Achei que minha mãe fosse morrer, não gosto nem de lembrar do que foi aquela madrugada. De lá pra cá, eu só piorei, de tanto estresse.
Tem como eu ficar normal? Eu ando uma pilha, querendo sumir. =(
Mas o jeito é encarar. Sei lá como vou conseguir – e se vou -, mas não dá pra sucumbir.
Um beijo.
Corrigindo: “Terapia por uns vinte anos acho que não DARÁ jeito em mim, sério.”.
Claro que o nome do Zeca é permitido lá no A Funky Experience, Flávia =]
realmente o mix surpreendeu, menos por ser esdrúxulo do que por ser exato. Velejemos com todos os ventos…
Bom ver você por lá.
beijos!
Nossa Patrícia, que horror!!! Eu certamente teria outro tipo de comportamento se tivesse passado por uma coisa dessas. Mas o fato é que não passei. Eu tenho um pouco de sorte, confesso…
Na verdade eu fui assaltada uma vez, na rua – levei um tapa na cara pra me levarem o celular. Mas se eu não tivesse parado pra pensar, tinha esquecido, ou seja, nem esse tipo de coisa tira de mim essa sensação de “comigo não acontece”.
Lembra a história de voltar do Vegas a pé sozinha às 4 da manhã? Como essa tem um monte de histórias… É sorte mesmo…se pudesse passava um pouco pra vc, juro!!!
Vc tem jeito sim, claro que tem! Se eu estou melhorando, é sinal que existe luz no fim do túnel…
Nossa, adorei ver vc por aqui viu?
Pedro uma das coisas boas da vida é poder enxergar semelhanças em coisas aparentemente dessemelhantes…
Beijos pros dois!!!
Oi Lady!
Eu nunca fui assaltada aqui em Sampa…
Uma vez um guri que pesava, no máximo, 10 Kg tentou pegar a minha bolsa, mas ele não conseguiu e tentou se pendurar nela… Eis a situação ridícula de um moleque de rua pendurado na minha bolsa. Resolvi tudo rindo, ainda peguei e paguei um lanche pro moleque que agradeceu me chamando (arg) de Tia e falando que ali no pedaço isso não voltaria a acontecer…
Então tá né…
Beijos querida!
Carol, acho que essa sua história faz par com a que eu contei, de tão inusitada né??? Deve ter sido engraçada de se ver!!! Uma vez, quando eu tinha 13 anos, um moleque me assaltou na Avenida Paulista. Mas eu gritei depois que ele foi embora, e um cara, cuja noiva tinha sido assaltada naquela semana e ele não estava por perto, resolveu fazer as vezes de vingador dos fracos e oprimidos e pegou o cara…
Mas como eu disse, nada que se compare à sua história e à do meu amigo “Felisberto”.
beijos!!!
E não é que sábado o seu filho lembrou-se dessa história bem no local onde tudo ocorreu? rs
Histórinhas By Lady e “Felisberto” são ótimas …
Beijinhos,
ps. Cada dia um texto melhor que o outro, hein?
Giu é mesmo, agora que lembrei!! Vai ver foi por isso que resolvi fazer o post sobre o assunto… As histórias de LR e Felisberto são sempre ótimas. Tem umas que eles protagonizaram juntos então que é de chorar de rir!!! Juro…