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Pensando um pouco diferente sobre o caso Eloá

outubro 20th, 2008 · 22 Comments · Comportamento, Eu tava pensando...

Eu pensei pra caramba antes de começar a escrever esse post.  Mas lembrando do que meu pai gostava de dizer – que eu não era “filha de pai assustado” (ele adorava falar essa frase), e que eu comecei esse blog para conseguir colocar pra fora o que eu pensava, tomei coragem.

Acompanhei muito de longe esse bas fonds todo. Na verdade, não sou muito fã dessas histórias policiais – até porque acho-as todas meio iguais. Além disso, sou um pouco blasé – pra mim crime passional é uma coisa que existe desde que o mundo é mundo, e não vai deixar de existir – então, para não parecer fria, prefiro não comentar o assunto.

Mas depois desse desfecho, não me aguentei, simplesmente tenho que falar.

Todo mundo já sabe que a Polícia agiu muito mal em várias ocasiões desse lamentável episódio, e se isso aqui fosse um país decente, cabeças estariam em vias de rolar.  Também questionam o papel e a influência da imprensa (conversa manjada né? afinal, a imprensa faz esse papel nojento – sim, nojento-, porque existem pessoas igualmente nojentas que gostam de ver aquilo. Por que chamam de nojento quem mostra, mas não quem gosta de ver, me explica? As pessoas poderiam ao menos assumir sua morbidez, ao invés de  posar de  Catões da República…).

Tenho realmente preguiça para falar sempre as mesmas coisas e repetir que nem papagaio o que já foi dito à exaustão; no entanto, tem uma coisa que eu vi muito pouca gente falando e merece reflexão:  que  esses pais têm uma responsabilidade enorme nesse episódio.

Respeito (muito) a dor que esses pais estão sentindo. Mas isso não me impede de pensar o tempo todo que eles foram negligentes. Sim negligentes; isso mesmo que vocês acabaram de ler. Pra mim faltou o famoso “você vai fazer intercâmbio” dos ricos e o “você vai para o interior” dos menos abonados, sabe?  Intervenção à moda antiga mesmo, sem choro nem vela.

Explico:

Essa moça começou a namorar esse rapaz quando tinha 13 anos, ele 19, quase 20. Ora, não estamos mais no século XVII; estão lá atrás os tempos onde moças de 13 anos eram casadas pelos pais –  hoje em dia são poucas as pessoas que se casam antes dos 20 anos.

Ora, aomesmo tempo em que o casamento foi postergado, as meninas não têm mais aquela (pretensa) aura de santidade e inocência – a descoberta da sexualidade, antes castrada, escondida (ou então aplacada com o casamento precoce), hoje mostra suas feições sem qualquer vergonha – e não tem que ter vergonha mesmo, afinal, é um fato da natureza. Então, está mais no que na hora de pararmos com esse papo cretino e hipócrita de falar que uma moça de 13 anos é um anjo inocente que não sabe o que faz, como cheguei a ler, certo?

Bom, e o que a gente faz com essa situação? Crianças literalmente entrando no cio (sim, isso é biológico), sem quaisquer condições psíquicas de lidar com isso, com um mundão aí fora dizendo que o amor é lindo e permite tudo (ah, se fosse assim…suspiros).

A gente fala : “ah, hoje em dia é assim mesmo, os jovens fazem o que querem, namoro começa cedo”, ou zela pelos nossos filhos? Zelar, educar, moçada, é exatamente atingir o ponto de equilíbrio onde vc oriente o seu filho sem impedir que ele viva as experiências necessárias para adquirir maturidade. Ponto de equilíbrio esse, diga-se de passagem, dificílimo de se alcançar.

Ora, você simplesmente não deixa uma moça de 13 anos decidir algumas coisas – muito menos namorar um cara 7 anos mais velho. Você proíbe. É, proíbe. Pro-í-be – esse palavrão que a sociedade não gosta de falar.

Meninas (e meninos) de 13 anos não estão maduros pra decidir (quase) nada. Já avançamos bastante ao termos consciência de que não podemos decidir o casamento de uma criança de 13 anos. Temos agora que entender que isso não é sinônimo de conceder um free-pass pra ela fazer o que ela quiser.

Há diferenças entre castrar e intervir, e em algumas situações intervenções são necessárias. Falamos de intervenção quando há o risco de um adolescente se envolver com drogas, mas não de se aprofundar em uma relação que pode ser perniciosa? Por quê? Porque amor é um sentimento nobre? Até é mesmo. Mas amor só surge quando estamos maduros – o que não se dá aos 13 anos, certamente.

Uma coisa é namorar alguém da mesma idade, outra coisa é namorar um cara muito mais velho. E nesse caso, repito, faltou intertervenção à moda antiga, que por vezes, é sim necessária (antes que me falem alguma coisa: eu sou daquelas que não acha desculpável ou necessário bater nos filhos, independente da situação. Bater em filho mostra somente que vc, o pai, perdeu o controle. Se seu filho for inteligente, vai perceber que vc não tem mais controle nenhum sobre ele a não ser a força física).

Acho que os pais devem, claro, deixar os filhos bater a cabeça, experimentar uma série de coisas, errar à beça – mas sempre monitorando essas experiências. Namorar, ficar, transar  é necessário, faz parte do amadurecimento da pessoa e os pais não podem (ou não devem) proibir tal evolução.

Mas, gente, é óbvio que há uma diferença muito grande entre uma menina de 13 anos namorar um rapaz de 15 anos, descobrir com ele sua sexualidade, desenvolver sua afetividade, e fazer isso com um rapaz  de 20! Com uma diferença de idade dessas, a relação não é horizontal, não é igualitária – e por não ser igualitária, permite desequilíbrios. Além disso,  ao permitir esse tipo de relação os pais estão contribuindo para que uma grande etapa da vida da menina seja “pulada” – será que isso é legal?

Educar é apontar a direção e aos poucos, deixar que os filhos escolham os seus próprios caminhos sozinhos (e a confiança com que farão isso será diretamente proporcional à certeza que estaremos lá os apoiando caso algo dê errado) – só que às vezes, se o caminho por eles escolhido é muito perigoso, a gente tem que puxar o freio. Sei que é fácil falar; me atrevo a dizer que o mais difícil na educação de um filho é acertar “o freio”.  Eu mesma, como fui muito “presa” a minha vida inteira, tenho conflitos horrorosos quando quero dar uma brecada no meu filho. Mas temos que fazer isso sob pena de sermos negligentes.

Quanto à Nayara, o caso é ainda mais grave. Onde é que esses pais estavam com a cabeça quando deixaram essa menina voltar pra lá? Podia ser o Papa, o Google em pessoa pedindo, eu jamais deixaria um filho meu voltar. Fui pesquisar e parece que os pais afirmam  jamais ter autorizado  a entrada da menina novamente ao local –  somente ao local para intermediar negociações (mais informações aqui). Bom, se foi isso mesmo, a Polícia está em maus lençóis.

Mas gente…

Helooooo??? Seu filho sai de um inferno desses, fica hospitalizado, e aí vc deixa uma criança abalada (sim, eu não preciso estudar 5 anos de Psicologia para saber que a menina saiu de lá abalada)  se meter no enrosco de novo? Por quê? Ingenuidade? Bondade demais? Ou será que também não deu uma vontadezinha de aparecer? Eu tinha me enfiado no meio do Mato Grosso se a polícia quisesse me obrigar a fazer uma coisa dessas – mas eu sou engoiabada, não conto…

Reconheço também que nesse caso, se a Polícia pediu para ela voltar, talvez os pais, por serem humildes, não tenham tido coragem de dizer não; o temor reverencial, aliado à bondade, pode ter sido uma combinação pra lá de nefasta – mas mesmo assim, só chegaremos a essas conclusões se analisarmos e ponderarmos os fatos, ao invés de repetirmos como papagaio as mesmas coisas de sempre né?

Eu quero deixar claro: não estou querendo condenar ninguém, e respeito a dor desses pais. E talvez, ainda que todas as precauções tivessem sido tomadas, tivéssemos o mesmo desfecho.

Mas acho  que a dor deles deve nos servir para alguma coisa – e eu gosto de pensar no que poderia ser feito para evitar tais situações. É através da análise dos fatos que conseguimos entender o presente e assim, com sorte, fazermos melhor, acertarmos na próxima. Já sabemos que a Polícia foi inepta nesse caso, e deveríamos (mas não vamos) pedir providências; já sabemos que alguns segmentos da imprensa não são exatamente modelos de comportamento ético, assim como as pessoas que as assistem; acho que não custa pensar também no papel que nós, pais, temos na educação de nossos filhos. E cá entre nós, é uma tragédia que comporta esse tamanho de reflexão, certo?

****

Atualização em 21.10.08: Ufaaa!!! E não é que dá o maior alívio quando alguém “abalizado” pensa parecido com vc? Li o post da Rosely Sayão sobre o caso hoje, e fiquei feliz em ver que ela também pensa como eu… Leiam, porque vale muito a pena, ela faz algumas considerações interessantes.

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22 Comments so far ↓

  • Renata

    Pois é, respeitar a dor dos pais não significa ignorar a falta de limites impostas à filha, que levou a essa situação trágica. Quando achei absurdo pela primeira vez ela namorar um cara tão mais velho, nem sabia q ela tinha começado aos 13. E convenhamos, pra ele chegar ao ponto de sequestrá-la e matá-la, é porque não batia bem da cabeça, e duvido que não tenha dado nenhum sinal, durante o relacionamento, de que era desequilibrado. Mas até aí tudo bem, tem mulher que realmente não reage. Agora, esses pais tem culpa sim! Eloá morrer foi o fundo do poço, mas ela poderia ter aparecido grávida, fugido com ele, se desequilibrado depois de uma grande decepção, N coisas poderiam ter acontecido devido à falta de maturidade dela frente a um relacionamento com alguém tão diferente. Coisas que acontecem o tempo todo por aí e ainda assim os pais teimam em não impor limites, porque não ver o problema é muito mais fácil – já cansei de ouvir falar de mães, no colégio do meu irmão mais novo, que defendem com unhas e dentes a santidade do filho que, na escola, é um discípulo do capeta. É o tal cego que não quer ver. Na maioria dos casos as consequencias são contornáveis, mas vez ou outra aparecem loucos que destroem a vida de quem não sabe se preservar e preservar sua família…

  • José Vitor

    Concordo contigo, esta situação não ocorreria se os pais acompanhassem a vida da filha de perto, quem sabe até vetando essa relação no início. Desde cedo aprendi a respeitar limites, na hora não foi muito fácil compreender. Eles perceberam isso e bem de perto deram suporte para que eu compreendesse tudo. Confesso que com 20 anos “namorei uma moça de 16″ por 6 meses, pura empolgação hormonal. Ainda que hoje mantenhamos contato, sabíamos que a diferença de vida abissal não favorecia. Foi o que ocorreu. Os pais dela companharam de perto, mesmo gostando muito de mim tiveram certo peso na decisão do fim do relacionamento. Foi o mais acertado par ambos.Adiante.

    Certamente Eloá estava “deslumbrada” com a figura masculina mais velha, a qual todos chamamos de PAI, e não soube entender o porque desse encantamento. Também pudera, com 13 anos ninguém sabe. Irresponsabilidade dos pais em deixar isso correr por mais 2 anos. Este é o emblema da cultura e educação do brasileiro. A incapacidade de assimilar informação é pior do que a falta deste, esta é a cruel realidade em que vivemos. E sabemos que nada vai mudar porque “eles votam, e votam com esperança-bolso-coração e não com a razão”.

    Doutro lado, a mídia tem o péssimo habito de “glorificar” o marginal, aquele crápula que não teve respeito pela vida das pessoas que ameaçou. Titubearam, deram ao facinora um tempo que ele não merecia e com isso conduziram ao desfecho que vimos. Deram luz, água, telefone, .. faltou só servir pizza e mandar a sobremesa. Não concordo com aqueles que dizem que “a reação era imprevisível face a motivação passional”. Ora, quem aponta uma arma só tem duas escolhas “atirar ou não atirar” e todo o tempo ele mostrou que não escolheria se segunda opção. Eu, no lugar do tal comandante, estaria enterrando o Lindenberg na terça feira.

  • TIAGO RODRIGUES

    É revoltante o desfecho desse infeliz sequestro em Santo André. Vários erros em sequência determinaram esse final.

    1- como deixam retornar uma refém menor de idade, ou mesmo se aproximar do local do sequestro?
    2- Como deixar durar tanto tempo, mesmo sabendo que o elemento tinha um perfil inconstante e que deixava claro que ele não cumpriria o que prometia?
    3- Porque qd tiveram oportunidade, não usaram atiradores de elite para eliminar esse criminoso?
    4- Pq mesmo sabendo pela nayara que o criminoso agredia a Eloá, a Polícia não tomou a atitude de invadir o apto antes que o pior acontecesse, uma vez que se ela estava sendo agredida, pra ser morta não faltava muito.
    5- pq a vida desse monstro foi poupada, se ele atirava pra matar?
    6- por que deram garantia de vida para ele se ele sequer não deu nenhuma garantia de vida das meninas?
    Tá na hora de se seguir um protocolo mais cirúrgico e mais seguro em casos de sequestros passionais.
    Essa é a minha opinião.
    MOSSORÓ (RN) TIAGO RODRIGUES. 24 ANOS

  • Lady Rasta

    Renata eu concordo com vc. acho que além dos erros da Polícia e da imprensa (que eu nem sei se são erros na verdade, porque o público tb é igualmente abjeto), a gente tem que pensar no papelo dos pais na educação de um adolescente mesmo…legal ouvir isso de vc!

    José Vitor mas veja vc que 16 para 20 há uma diferença de idade menor, e a pessoa amadurece muito dos 13 aos 16 anos. E mesmo assim vc falou que os pais faziam marcação cerrada né? Será que deixariam o namoro prosseguir se vc fosse um cara instável? acho que não…
    Crime passional é uma loteria, porque normalmente o cara é desequilibrado e não está se importando em morrer ou não. Acho que Polícia vacilou tb – e tem que parar de ficar com medo das reações da imprensa em razão das decisões que tomar…

    Tiago a história da Nayara ter voltado não entra na minha cabeça até agora. Pareceria piada de português se não estivéssemos falando de algo tão trágico…

  • Sam Shiraishi

    Flávia, este ponto dos pais foi o que eu citei no post semana passada. Também não ia escrever, mas ao ler que o advogado usara a expressão prova de amor, não me segurei. Ainda bem que não sou a única a achar a falta de zelo com as meninas um absurdo!

  • Cristina

    Clap clap clap! Palmas! Que ninguém entenda que estamos buscando culpados, o assassino é um só, tava escrito, ainda que todos tivessem agido prudentemente, poderia acontecer… quando Deus quer…
    Mas vc tocou exatamente no ponto – família. Isso vale tb para a família do Lindbergh. Qdo eu tinha 13, vivi uma paixão com um menino de 19 mas as coisas eram bem diferentes naquele tempo. A TV hoje em dia contribui para essa crise de valores também, mas mais tem os pais que não colocam limites. Educar é exatamente o que vc falou – implica em por limites. Que os filhos se estrepem, mas uma murada de segurança é o mínimo… que bom que minha mãe e meu pai puseram para nós…E com essa super exposição do caso na TV, quem vai dizer que não influencia o sequestrador do domingo, o motorista que matou o Arthur Sendas…esse outro caso em que o assassino era alguém que vivia no meio da família. Isso sem falar do caso Nardoni, Richtofen, a coleção segue aumentando infelizmente…

  • Lady Rasta

    Sam prova de amor é demais né? mas o pior é que crime passional existe desde que o mundo é mundo, é duro mas é assim. O que não pode é termos uma Polícia com medo de agir pensando nas consequências ou na imagem… pior que uma Polícia q erra é uma polícia que não age…

  • José Vitor

    Replico aqui a twittada de hoje cedo, um jornalista local Luiz Carlos Prates (Florianópolis/SC) tratou do assunto, veja o vídeo no link abaixo:

    CLIQUE AQUI

    O vídeo trata da irresponsabilidade dos pais em deixar de acompanhar os filhos. Vale a pena conferir.

    Abração!

    PS: O ClicRBS não sabe fazer link decente, infelizmente.

  • Lady Rasta

    José Vitor venha quantas vezes quiser, a casa é sua! Faço só algumas ressalvas nesse vídeo:
    a) não são só os pais pobres que não educam seus filhos, infelizmente – isso se vê em todas as classes sociais – a diferença é que rico paga babá motorista e governanta – mas o descaso acontece em todas as classes sociais, e não só na classe mais baixa (aliás, às vezes nas classes mais altas o desleixo é ainda maior, eu acho)
    b) não gosto quando colocam a coisa de uma forma maniqueísta, do tipo “Eloá era uma santa” e o tal do Lindenbergh um demônio. Cá entre nós de santa ela parecia não ter nada (mas isso obviamente, não dá o direito de ninguém maltratar a moça – só não gosto do maniqueísmo)
    c) às vezes se ele fosse um pouco menos histriônico, talvez fosse mais ouvido; se vc parar pra pensar..

    Mas a m… maior é que crime passional não faz sentido, é torpe, mas nunca vai deixar de acontecer, e é sim, imprevisível… :-(

    Mas eu adoro ver todos os lados e todas as opiniões sobre o assunto! Obrigada!

    Cris sabe que vc foi uma das que me fez escrever sobre o assunto né? Porque pelos seus comentários vi que vc veio “me ver” querendo saber o que eu pensava…Comecei a pensar q eu não tinha que ter medo de expressar minha opinião…Eu sou nova nessa história de blog, e nessas horas um incentivo desses é super importante…obrigada viu? E fds tá chegandooooooo!!! :-D

  • Sabrina Mix

    Oi, Lady!

    Realmente, os pais têm TODA a responsabilidade nesse caso. O pior é ainda passar pelo vexame de ver o rapaz expondo a intimidade do casal em suas comunidades do orkut. Tem cada coisa esquisita lá…

    Beijos e sucesso!!!

  • Cristina

    Ha ha obrigada pela responsa! Vc é a minha blogueira mais inteligente para comentar esse assunto. Te indiquei para outra blogueira inteligente, dou notícia se ela responder. Mas que a primeira pessoa que eu pensei quando vi que o pai da Eloa era fugitivo da polícia há mais de 10 anos por várias mortes, foi vc, ai foi!!! Não justifica é claro, mas responde várias perguntas…

  • Lady Rasta

    Sabrina é legal que as pessoas tenham essa consciência né?

    Cristina juro que fiquei emocionada ao ler isso!!! não sei se sou a mais inteligente, mas só o fato de vc ter pensado em mim, ter vontade de saber o que eu pensava disso é muito muito importante pra mim mesmo…
    Essa história está ficando mais e mais rodrigueana a cada dia que passa né? Eu hein…

  • Elisa

    Lady e Cristina, voces estão fazendo cena como toda essa história da Eloá. Se troquem e-mail e conversem reservadamente.
    Referente ao caso Eloá, de nada adianta falar á quatro ventos e tentar achar culpado o alguem que pense igual, idaí!?!?!?!?! achou, e agora? tre aliviou? bom, quer uma sugestão, desliga a tv e cuidemos de nossas vidas, vamos ler um bom livro…. enfim… que possamos abrir a internet para ler e-mails e não achemos comentários á titulo de desabafo…. esse tipo de coisa tambem insentiva a perda de tempo…….. olha eu aqui…………..

  • Luciano Gomes

    A questão da diferença de idade pode ser irrelevante no caso de adultos, mas no caso desse casal era uma enorme diferença, a diferença entre uma criança e um jovem adulto. Duas pessoas em fases da vida totalmente diferentes.
    A omissão dos pais geralmente está presente na maioria dos incidentes com jovens, e nesse caso foi gritante, e acredito que muita gente percebeu isso sim, ao contrário da opnião da autora do blog.
    O que nós vivemos hoje em termos de omissão dos pais, e que sempre houve na história, terá cada vez com maior frequência consequências graves em função do mundo que vivemos. O novo paradigma da educação dos filhos tem que ser entendido pela sociedade: “a construção de uma amizade forte e da confiança entre pais e filhos”. Esse mundo necessita mais de pais amigos e pais professores do que de pais mantenedores, porém entender isso parece que não está nos horizontes de uma sociedade de consumo.

  • Lady Rasta

    Luciano concordo com vc em gênero número e grau ! E fico feliz em ver que mais gente pensa como eu; mas quando eu escrevi o post fiz uma pesquisa na internet e não tinha quase nada sobre o assunto, por isso fiquei meio temerosa de escrever sobre o assunto.

    Beijos e obrigada pela visita, volte sempre!

  • Lady Rasta

    Elisa obrigada pelo eu comentário, mas na realidade eu tenho esse blog justamente para tornar as discussões públicas – tanto q vc está aqui fazendo seu comentário né? ;)
    Quanto ao alívio, na verdade eu sequer fiquei agoniada, então não há que se falar de alívio – o que todavia não me impede de fazer análise dos fatos…
    e viva a liberdade de opinião né?

    beijos

  • Nilma

    AINDA TEM GENTE OPORTUNISTA. Voc6e está certa quando diz que tem muito a ser refeltido, mas o pai do irmão mais velho de Eloá (que tem uma cara de pessoa não muito boazinha) vem com a desculpa que nào procurou o filho por medo. Um pai quando quer ver um filho vai a lua buscar um filho, e mãe que tem a guarda do filho não é sequestradora, se ele queria ver o filho deveria ter ingressado na justiça para regulamentar a visita. Se não pede o direito como a justiça vai dar o direito. É outro oportunista que sequer está respeitando a dor da mãe de Eloá e aquelas duas ex cunhadas do pai de Eloá que rancor, dizendo que agora ele sentia a dor delas. Que coisa feia! Este caso é muito triste, mas ao que parece este pai se ressocializou, criou seus filhos dentro de suas condições. Quanto ódio e vingança, que pena.

  • Lady Rasta

    Nilma essa história a cada dia que passa tem facetas mais e mais surpreendentes não é mesmo?

    beijos!

  • Break

    Vale lembrar que o pai é matador, procurado pela polícia…

  • Lady Rasta

    Salve caríssimo!!! Bom te ver aqui de novo!! Pois é Break e na época em que eu escrevi isso eu nem sabia de mais essa faceta janetecleriana da história…

    beijos!!!

  • Louyse Cynderela

    Eu acho isso tudo um absurdo, este pais deveria ter pena de morte.
    Esse caso de Santo Andre vai ficar na historia.
    Se os adolecêntes não souberem observar bem as pessoas com as quais vão se envolver, isso pode acontecer muito.
    Eu sou psicologa e entendo muito sobre isso.
    Tem muita gente em muitos paises com medo de terinar o relacionamento por causa de ameaças.
    Então minha dica a todos e prstarem muita ateñção.
    Muito obrigado e se cuidem.

  • isabella

    Demais, Flávia.

    Concordo.

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