Dúvida cruel: gostando de gostar ou gostando dele?

É, o título pode parecer esquisito mas é isso mesmo. Por uma série de razões que não vêm ao caso agora, tenho divagado um pouco sobre isso. Acabei falando semana passada sobre canções de fossa e, ao falar delas, falei um pouquinho, ao final do post, sobre o que eu penso do amor – que pra mim, ele não é um sentimento leviano que possamos sentir muitas vezes na vida, por uma simples questão de falta de espaço no coração, na alma, em nós, chamem como quiserem.

Já a paixão pra mim é diferente: vc pode (e deve) se apaixonar inúmeras vezes ao longo da vida. É sobretudo recomendável que tais paixões não durem muito – pois quando elas são avassaladoras, daquelas arrasa quarteitão, é certo que vc passará por uma fase de excessos, onde tudo é muito (menos o juízo, evidentemente – ainda bem, aliás).

Só que pra ser sincera, a essa altura do campeonato, acredito que,  a menos que se esteja vivendo um grande amor,  a melhor das sensações é aquela em que vc, depois de ter passado por poucas e boas e caído em inúmeras roubadas, aprende a valorizar outras coisas: no quanto é importante o companheirismo, amizade, a cumplicidade, ser bem tratada (ah, e desejada também né? não tem nada pior no mundo do que virar a irmãzinha do cara que dorme com vc).

<parênteses> um amigo meu diz que todo esse bla bla bla aí é conversa de menina que homem chama de “o que preciso fazer para continuar saindo com ela” – mas eu sou uma romântica inverterada e menina, enquanto ele é menino e um tanto quanto cético, hehehe</fecha parênteses>

Continuando: chega o momento na vida em que vc finalmente descobre o que vc quer para a sua vida, o que vc não quer, e melhor do que isso, assim que detecta que algo não é o que vc quer, vc está preparada para descartar essa relação, sem dó nem piedade,  ainda que doa um pouco no começo. Sim! Chega uma hora em que vc aprende que tolerância e compreensão em alguns relacionamentos não vão fazer com que esse relacionamento evolua como vc gostaria, à uma, porque a vida não é (feliz ou infelizmente) uma grande equação matemática; à duas, porque as pessoas têm lá suas vontades, certo?  Melhor dizendo:  não há como transformar uma situação real numa situação idealizada, pois no “real world“, assim como não existe príncipe encantado, não existe fada madrinha que consiga fazer com que as pessoas enxerguem uma carruagem onde há uma grande, redonda e laranja abóbora. Captaram?

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Só que tem uma coisa muito muito chata nisso tudo: enquanto vc não está apaixonada, ou não está vivendo um grande amor, ou não está saindo com ninguém relevante, vc não tem a quem mimar; vc não tem com quem se encantar e a quem encantar.  Sinceramente? Eu acho isso chatíssimo. Talvez seja por isso que eu adore flertar vez por outra, ou ter algum moço por perto ainda que não seja uma relação monogâmica (se bem que eu sou aquela tonta que é muito mais monogâmica do que deveria, pensando bem) ou estável: porque eu acho uma delícia provocar, ser provocada, agradar e ser agradada. Faz com que eu me sinta viva; faz com que eu veja o mundo e a vida sob outro prisma.

E é né? Vc vai dormir e tem pra quem dar boa noite; vc vê uma lingerie bonita em uma loja e dá vontade de comprar pra mostar pra ele (ou imagina a cara dele se vc contasse que comprou aquela lingerie pensando nele); vc pensa em mimos que poderia fazer – tá, vcs podem rir, mas eu adoro isso – adoro ser mimada, presenteada, galanteada, mas sobretudo adoro mimar, agradar, pensar em coisas que possam deixar o moço feliz  – tenho essa vocação forte em mim, fazer o quê? E querem saber? Não pretendo mudar.

Mas sabe o que é chato? Quando em determinado instante, vc fica contente ao achar que vai poder brincar de mimar alguém (brincar de mimar aqui no sentido exato do termo, e não brincar com a pessoa, bien compris – acho isso inadmissível) e vê que…vc se enganou. Não vai mais ter brincadeira, não vai mais ter telefonema pra contar da lingerie bonita que vc queria comprar… Ele não vai mais dizer que te acha linda e que te acha o máximo. E vc fica chateada e pensa : “ah, mas não era de verdade, era brincadeira, era só um exercício…”.

Eis o “xis” da questão: como distinguir quando vc está gostando da pessoa ou gostando de gostar (o que em tese, faria com que uma simples substituição da pessoa “meio” resolvesse o problema de se chegar ao “fim”, que aqui seria viver o “gostar”).

Matutando sobre esse assunto, lembrei de um capítulo de “Fragmentos de um Discurso Amoroso“, do Roland Barthes, chamado “Amar o amor”:

“Anulação: lufada de linguagem durante a qual o sujeito chega a anular o objeto amado sob o volume do amor em si: por uma perversão propriamente amorosa, é o amor que o sujeito ama, não o objeto.

[…]

Basta que, num lampejo, eu veja o outro sob a forma de um objeto inerte, como empalhado, para que eu transfira meu desejo, desse objeto anulado, para o meu próprio desejo; é meu desejo que desejo, e o ser amado nada mais é que seu agente. Eu me exalto ao pensar numa causa tão grande, que deixa atrás de si a pessoa da qual fiz o pretexto (pelo menos é o que me digo, feliz de me elevar rebaixando o outro); sacrifico a imagem do Imaginário. E se chegar o dia em que eu tiver que decidir renunciar ao outro, o luto violento que toma conta de mim então, é o luto do próprio Imaginário: era uma estrutura querida, e choro a perda do amor, não de fulano ou fulana

Tem um lado meu que adora o “gostar”. Há um tempo atrás  me vi procurando mementos de um famoso e antigo cantor que um moço x gostava (sim, é o mesmo sempre – está lá atrás, mas a essência dele fica guardada, fazer o quê), e que eu gostava de garimpar para dar de presente quando bem me aprouvesse. E por que eu estava fazendo isso? Por que eu queria uma sessão remember? Não! Porque eu queria viver aquela sensação de ter a quem agradar…É tão bom…Sou daquelas que adora dar presentinhos bobos, cuja elaboração é mais demorada do que a compra do presente em si, onde a caixa e o laço de fita são mais caros do que o que está lá dentro, ou mandar surpresas inesperadas (às vezes meiguinhas, às vezes mais picantes, como deve ser qualquer relação homem- mulher mais íntima) – porque afinal, vc está dando uma emoção de presente, e não uma coisa – e emoções demandam tempo para serem embaladas e, porque não dizer,  para serem percebidas…

Mas voltando à questão principal dessa bagaça aqui: quando vc começa a literalmente brincar com fogo, e percebe que a fogueira apagou, como saber se vc  está chateada pela ausência de qualquer fogueira, ou porque aquela fogueira específica apagou? Como é que a gente diferencia uma coisa da outra?

Cartas para a redação, please – embora eu ache que sei direitinho qual seja  a resposta: a gente faz um experimento prático. Sim! A gente tenta acender outra fogueira, uma fogueira qualquer e aí:

a) se a sensação foi a mesma de antes, a gente descobre que gostava era de ter uma  fogueira propriamente dita e não daquela fogueira específica;

b) a gente acende a fogueira e  na sequência, percebemos que estamos chateados não só porque não temos mais a fogueira específica da qual gostávamos, como também falta coragem de ir lá pedir pra acender a dita cuja de novo – afinal, se o outro lado apagou a fogueira é sinal de que não queria mais ela  e está preocupado com outras fogueiras , e não há nada que vc possa fazer a não ser esquecer o assunto e tirar todas as cinzas de perto (meaning, todos os resquícios daquela fogueira na sua vida) e…

O que eu acho duro, duro mesmo, é quando a tal fogueira  foi apagada sem nem sequer ter sido acesa comme il fault

18 pensamentos em “Dúvida cruel: gostando de gostar ou gostando dele?”

  1. Ah… não concordo com a sua dissociação amor/paixão como duas coisas incompatíveis e, em certa medida, antagónicas.
    Pelo que me diz respeito, eu não consigo amar sem paixão, nem consigo ter paixão por quem não ame. Tão simples como isso. E pode chamar-me louco. 🙂
    Quanto às fogueiras: a sua experiência tem um erro básico para mim… Se tentar esquecer uma fogueira específica acendendo uma qualquer, o resultado vai ser, obviamente, que tem saudades é daquela específica.
    Não troco uma fogueira verdadeira por uma falsa, não troco uma fogueira de chamas quentes e altas, mesmo com o risco de me queimar, por uma fogueira que só enfeite e não aqueça.
    Qualquer fogueira, para mim, tem de ser sempre especial.
    Um poeta português, Raul de Carvalho escreveu um dia:
    “Não olho altares, não rezo, não ajoelho;
    Mas na minha alma a comoção dorida
    De quem volta de longe, de bem longe…
    E encontra à sua espera toda a sua vida…”
    É, estamos sempre a partir, sempre a voltar, por vezes de bem longe. De tão longe que pensamos que não vamos conseguir nunca regressar a casa. Mas o objectivo está lá. A “casa” não é uma miragem. E quando lá chegamos, por vezes de rastros, mortos de cansaço, descobrimos que à nossa espera está toda a nossa vida…

  2. Rui sabe que eu adoro quando vem leitor de Portugal aqui né? é bom porque sempre aparece uma visão diferente das coisas…
    Hummm…vamos lá!
    É que tudo depende do conceito de paixão e de amor que vc tenha. Eu por exemplo, acho que amor é um sentimento muito muito muito grande, que de tão grande e tão profundo, não morre nunca – simplesmente se acomoda dentro de vc, de forma a permitir viver outras coisas (e porque não dizer, outros amores), permanecendo em vc de uma forma até mesmo indelével. A paixão não: com a mesma força que vem, vai embora. E não é possível viver em estado de paixão por muito tempo porquer sequer temos condições físicas para isso. A paixão é superlativa, e exige muito de nós. Não dá pra viver daquele jeito muito tempo. A paixão cega, vc não consegue ver os defeitos do outro – o amor é diferente; vc enxerga os defeitos, mas mesmo assim isso não impede de amar aquela pessoa, de compreendê-la, de estar ao lado dela e de sentir uma atração física enorme. Não acho que sejam sentimentos antagônicos, nada disso! Apenas acho que , se de um lado é possível apaixonar-se muitas e muitas vezes na vida (pois as paixões acabam) de outro não dá pra amar muitas e muitas vezes, porque, como o sentimento não morre, cada vez que vc ama é obrigado a ceder um pouco do seu espaço interno para guardar o que sobrou…

    E não é trocar uma fogueira verdadeira por uma falsa; jamais!! Eu prefiro correr o risco de me queimar a deixar de viver o calor de uma fogueira real (nossa, e como já fiz isso!!). É que às vezes, à falta de encontrarmos fogueiras verdadeiras (ou melhor, todas são verdadeiras – eu diria fogueiras “genéricas” e fogueiras “específicas” ) tentamos nos aquecer com as “falsas” ou “genéricas”, só para poder viver a sensação de nela se aquecer (foi o que eu chamei de gostar de gostar de alguém). A sensação de gostar de alguém é inebriante, e por vezes tropeçamos e caímos na tentação de inventá-la, só porque estamos com saudade de viver isso…

    E vc tem razão, vc não esquece um amor; e muito menos apaga uma paixão com outra – pois caso vc tente fazer isso, é o mesmo que tentar abafar uma fogueira: quando vc desabafá-la, a fogueira fica ainda maior e te queima de verdade..

    O que eu tentei dizer é que fica divertido (ou melhor, não fica NADA divertido) quando vc descobre que o que vc julgava ser uma fogueira “genérica” na verdade é “específica” e vc não quer outra…

    Olha, me emocionei horrores com esse poema…Queira Deus que eu encontre mesmo toda uma vida à minha espera quando chegar à casa (seja lá qual for ela…). Lindo! Vou procurar informações sobre o poeta!

    E retribuo a gentileza com um poema de Mário Quintana, tb apropriado para a ocasião:

    INSCRIÇÃO PARA UMA LAREIRA
    A vida é um incêndio: nela
    dançamos, salamandras mágicas
    Que importa restarem cinzas
    se a chama foi bela e alta?
    Em meio aos toros que desabam,
    cantemos a canção das chamas!

    Cantemos a canção da vida,
    na própria luz consumida…

    Adorei seu comentário!!! Seja benvindo, a casa é sua!

    beijos!

  3. Pode ser assim como vc diz.
    Porque nestes assuntos ninguém sabe ao certo em que águas navega, qual a direcção certa a tomar ou mesmo se vai haver água doce que chegue para a viagem. O que vem bem a propósito já que temos pelo menos 8.000 kms de águas profundas a separar-nos e só estavamos falando de fogueiras. 🙂
    Mas não concordo. Ou como diria Galileu “ainda assim, move-se!”.
    Não conseguiria concordar com vc sem abjurar um princípio que tenho por fundamental: a pessoa que eu amo tem direito ao melhor de mim.
    E o melhor de mim não é um amorzinho (por mais profundo que seja), amorfo, monótono e rotineiro.
    Porque se vc aposta num amor tranquilo, pacífico e estável, o que vai fazer quando o seu coração precisar de bater forte?
    Eu prefiro deixar o amor guiar a paixão e a paixão puxar pelo amor.
    Se eu tiver que ser a luz do sol, que seja a mais clara e quente, e se tiver de ser nuvem, que seja a mais sombria e escura.
    A propósito… mais um bocadinho de poesia portuguesa… de uma depressiva chamada Florbela Espanca:

    “Prende-me toda, amor, prende-me bem!
    Que vês tu em teu redor? Não há ninguém!
    A Terra? um astro morto que flutua…
    Tudo o que é chama a arder, tudo o que sente
    Tudo o que é vida e vibra eternamente
    É tu seres meu, amor, e eu ser tua!”

  4. Rui: Uau!!! Tô gostando dessa discussão… E quem disse que amor é morno? Não é morno, só é menos violento – e é profundo; tão profundo que não morre; tão profundo que mesmo depois de finda a relação, ele perdura dentro da gente. Vc acha isso morno? Não. Só não é desesperado. Não é desesperado porque vc sabe que ele vai estar ali, de um jeito ou de outro, pra sempre… E eu acho que o amor pode ser um derivado da paixão sim – só que isso não é muito comum, porque pra mim, o amor verdadeiro não é comum.
    Meu coração já bateu forte, acredite. Muito forte. E talvez por ter batido tão forte, seja em razão de um amor profundo ou de paixões intensas, é que sabe dar valor ao que pode ser calmo. Lagos podem ser tão belos quanto cachoeiras, certo? Só depende de qual paisagem vc está disposto a ter à sua frente.
    Não acredito em amorzinhos – e é justamente isso que tento dizer!!! Não dá pra passar a vida esperando outro grande amor, e às vezes as paixões não acontecem. É quando vc distrai, só pra se sentir viva e aí uma hora…vê que a distração pode tomar uma importância maior…
    Talvez nossa divergência advenha do fato de chamarmos de amor sentimentos diferentes…;-)
    Eu conheço Florbela Espanca, e a adoro! Agora me conta uma coisa: vc acha mesmo que alguém que sente o que ela descreve nesses versos tem condições de sentir isso por várias pessoas ao longo da vida? Vc acha que cabe isso tantas vezes dentro de uma pessoa? Eu acho que não…

    beijos!!!
    ah! sim! só dois advogados mesmo para discutir tão entusiasticamente esse assunto né? 😆

  5. E porque tem de ser lago ou cachoeira?
    Porque não pode ser um lago calmo à superficie, com correntezas profundas que tudo revolvem e arrastam?
    O amor pode e deve ser calmo, quando existe, q.b., a segurança, a confiança e a paz que isso transmite. Mas pode estar sujeito à explosão de sentimentos, dos sentidos e do desejo. Não há contradição.
    Exagerando, imagine amando alguém e dizendo: amo vc muito… mas loucura e paixão eu senti por A ou B…
    Soaria estranho, não é? Mas muitos talvez o pensem sem dizer.
    Eu não aceito me tornar incapaz de lidar com a calma/tempestade do amor/paixão.
    Gosto de comparar a situação com um monitor cardíaco. Enquanto a linha subir e descer, tudo está bem… quando for “flat line”, pode se preparar e vestir a sua melhor roupa porque já está morto… 🙂
    E não consigo me distrair. Porque para mim amor sem paixão é morno, e paixão sem amor traz vazio…
    Como diz Ferreira Gullar nos seus versos, alías cantados por Fagner: “Traduzir uma parte na outra parte – que é uma questão de vida e morte – será arte?”
    Quanto à Florbela, é evidente que ninguém consegue sentir o que ela descreve sem danos pessoais, sem destruição. Mas ela é predestinada, especial, um caso à parte.
    Num plano mais “humano”, mais real, e respondendo à sua questão final, posso dizer que sim. “tout court”. Por experiência própria.

    (advogados são bichos chatos… rss :-P)

  6. Rui, pronto, vc venceu!!! Eu me rendo, com a certeza de que foi uma batalha justa…
    E tenha certeza que se vc conseguiu sentir tudo isso mais de uma vez na vida, vc definitivamente uma pessoa afortunada. Espero que eu possa sentir o mesmo um dia sem me apavorar com a sensação…

    Advogados são bichos chatos mas de vez em quando a gente encontra uns divertidos né? Ainda que seja além- mar… 😉

    beijos!

  7. Eu tenho esse mesmo mal que você.
    Eu gosto de estar gostando, de ter alguém com quem me importar – e, principalmente, de pensar que esse alguém também está se importando e pode me dar colo se eu precisar.

    A grande questão é que às vezes pra você é “gostar de gostar”, mas pro outro não. Pro outro é gostar, gostar mesmo, pra valer. Nessas, namoros começam e, claro, no começo não se sabe mais quem ali namora por namorar. A paixonite é forte e apaga tudo. O problema é dali um tempo, uns meses, umas crises, uns ciuminhos: quem namora por namorar não quer o perrengue. Ou seja? Jajá acaba – experiência que pode ser muito traumática para quem, de fato, gostava.

    Depois de passar por dois namoros assim (onde eu gostava de gostar e os rapazes “gostavam”), resolvi que só namoraria quando tivesse a certeza de que realmente estava apaixonada real e profundamente e de que fulano tinha todas aquelas características x, y e z que eu procuro em alguém.

    Mas é CLARO que quem gosta dessas coisas, tipo eu e você, se pega procurando um namorado de tempos em tempos. hehehe Aí, ok, me tornei racional: “não, fulano mora lá em Passa-quatro e não tem carro, fica difícil” – fica difícil até pra curtir sem compromisso, não?!

    Bom, nesse exemplo besta ser racional é ótimo, mas e quando você se torna racional com quem teoricamente tem muito a ver com você? Com quem você super poderia gostar, mas está tão resistente que não deixa o clique acontecer? …

    Não sei se é medo, se falta “magia” (e aí estabelecemos uma teoria de que o clique acontece quer você queira ou não), mas enfim. Tá aí. Se quiser escrever sobre isso, eu volto pra ler, porque é a resposta que eu não ando encontrando ultimamente… rs

    beijos! 😀

  8. tô rolando de rir aqui com o seu comentário…
    Eu sinto falta de ter quem mimar na verdade sabia? Ou de ter pra quem contar as coisas, essas coisas bobas mas importantes. Acho que eu sinto falta da troca de afeto entre homem-mulher, que tem um tempero diferente da amizade. É bom ter alguém que quer contar as coisas pra gente, que quer a nossa opinião, que acha que a gente tá bonita, diz isso e a gente percebe que é verdade…

    Acho que a gente não decide namorar – as coisas acontecem ou não acontecem… E tem uma diferença entre um namoro sééério e um namorico né? Depende muito mas duas pessoas – e já me metendo, a gente nunca tem certeza de nada; eu sou adepta de deixar as coisas rolarem pra ver o que acontece… pode ser que um namorico bobo evolua porque vc descobre qualidades que não tinha visto antes – ou acabe, porque não viu defeitos…não dá pra saber…

    Quanto ao clique…acho que depende do que vc está procurando (aí em cima tem uma longa discussão entre eu e o Rui sobre o assunto, hehehe).
    Por mais que vc conheça um cara, por mais amiga que vc seja dele (e eu não acredito muito em amizades profundas entre homem e mulher – sempre tem uma conotação sexual, sempre tem uma curiosidade…) vc só vai descobrir se dá o clique quando rolar. E às vezes vc se surpreende…
    Aliás era sobre isso o tema central do post: como é que vc sabe se vc estava só gostando de gostar da pessoa, ou se estava gostando mesmo? Se era dele que vc gostava? Ás vezes a gente entra numa história (ou ameaça entrar) achando que é farra, e depois realiza (qual é a palavra em português para esse anglicismo nojento mesmo hein?) que era da pessoa que vc gostava.
    Não tem como saber; só arriscando.
    E se for só amizade mesmo, se vc confundiu as coisas, tenha certeza que esse vínculo não se romperá – pode até sofrer abalos, mas depois de um tempo fica igual. E se não era amizade profunda…então cai na vala comum de ex né? 😆
    Resumindo? Mete ficha darling!!! Se der tudo errado depois vc pensa em como consertar… 😉

    Beijosssss!!

  9. HAHAHA
    METE FICHA. 8)

    É, realmente. É que eu sou partidária daquela idéia romântica de que todo comecinho da curtição tá “bombannndooo”, o clique já deu, ele é o homem da sua vida e você já tá pensando em todos os filhos. Bem, talvez eu não seja “partidária”, mas foi sempre assim que aconteceu. Eu fico pensando que quando o clique não acontece, não acontece mais, entende? Mas sei lá, tem isso: a gente só se toca quando perde. 😛

    Espero que eu (e você e todos) nos toquemos antes. 😛

  10. Tava lendo sua discussão com o Rui. Engraçado que penso como você. Os amores mesmo duraram até muito mais para serem esquecidos, enquanto as paixões essas me fizeram chorar muito, mas a dor passou junto com aquele sentimento fulgás.

    Entendo a questão do gostar de gostar, talvez seja uma armadilha, pois no fundo você não se importa realmente com a pessoa. E a outra é que muitas pessoas acabam transformando o gostar de gostar em algo maior e esquecendo que também é importante ser mimada.

    É saudável as pessoas gostarem de gostar, mas é preciso que cada um encontre seus limites.

  11. Ernesto achei que tinha te respondido, sorry!!! Fico tão contente de ver que vc gosta dos meus textos!! Eu ando inspirada sim… Mas queria estar inspirada sem que doesse sabe? 😉

    SrtaBia limite é sempre importante – mas às vezes nos surpreendemos, como o que eu disse no texto: às vezes a gente acha que está gostando de gostar, mas está mesmo é gostando da pessoa…

    Eu não sei muito ser mimada sabia? Prefiro mimar…mas estou melhorando…

    E pra mim, amor, amor de verdade, não morre…

    Preciso achar um comentário que fiz num post do Gravataí pra colocar aqui, acho que vai complementar di-rei-ti-nho…

    beijos!

  12. Domínio próprio! Tá tudo dominado! Propriamente dominado! Troquei lá o endereço, viu, chérie? Felicidades! (Quanto à dúvida do texto — São João, São João, acende a fogueira do meu coração!)

  13. Riq ai ai ai, quantas vezes tenho que dizer que vc é uma das pessoas mais divertidas e engraçadas que eu conhço chéri? Tá tudo dominado é tuuuudo!!! 😆 Obrigada!!!

    Vou acatar seus conselhos, ó divino e amado guru – e afinal, o universo seeeempre conspira a nosso favor, certo? 😉

    Ernesto sabe que eu já falei desse assunto nesse post aqui né? Talvez vc goste de ler…

    vou te falar uma coisa: o moço de quem eu mais gostei até hoje me deu uma cantada que eu odiei; ele deu um jeito de ir na mesma lanchonete “pós-festa” e de sentar do meu lado porque achava que eu não estava suficientemente xavecada e eu odiei; odiei algumas coisas que ele fez na primeira vez que saímos e…ainda assim até hoje nunca conheci alguém de quem eu conseguisse gostar tanto…
    Acho que a gente não deve ser forçar, claro, mas desde que gostemos da companhia da pessoa, e haja interesse (ou ao menos uma curiosidade) da outra parte em ver o que rola…por que não? A gente não tem nada a perder… E quanto à amizade…se for amizase mesmo, ela resiste se tudo der errado; se não resistir, não era amizade, era desejo reprimido travestido de amizade e aí…tudo bem que acabou certo?

    beijosssss!

  14. Me senti contemplada em uns pedaços do seu texto hein?

    A tal da frase “solteira sempre, sozinha jamais” não se aplica ao meu mundinho. Eu tampouco fico sentada esperando O cara aparecer. De vez em quando aparece O cara. Na maioria das vezes eu peso na minha balança e decido que não vale a pena o esforço. E imagino que tenho sim aquele problema de manter a distância e, por isso, existe pouca oferta aqui na porta de casa pra eu escolher.

    O amor é a palavra mais abusada do nosso dicionário. Mas às vezes há paixões que só serve pelo calor, independente das características individuais da fogueira. E em outras a fogueira é que faz a diferença, e sempre insiste em manter uma faisquinha ali no fundo do bolso de trás da sua calça.

  15. Anarina pelo visto, eu, vc e a Fê Pineda estamos numa vibe parecida, hehehe…
    Amor é a palavra mais abusada do dicionário, sem dúvida alguma – eu costumo ser assaz parcimoniosa com ele, mas sei que sou exceção – assim como vc.
    Hehehe…e não é que todo mundo parou pra pensar? Agora me conta: já aconteceu de vc achar que tava ali só pelo calor e depois se tocou que era daquele calor que vc gostava? hein? hein?

    beijos linda!

  16. LEIA SOZINHO porque no passado eu também não acreditava que ia dar certo, mas… funciona mesmo! Entrei neste site e fiz esta prece. Fiz para ver se ia dar certo e deu, assim que acabei meu amor ligou. A pessoa que eu copiei também não acreditava mas para ela também funcionou! AGORA VEREMOS…

    Diga para você mesmo o nome do único rapaz ou moça com quem você gostaria de estar (três vezes)….

    Pense em algo que queira realizar na próxima semana e repita para você mesmo (seis vezes).

    Se você tem um desejo, repita-o para você mesmo (Venha cá ANJO DE LUZ eu te INVOCO para que Desenterre sw de onde estiver ou com quem estiver e faça ele ME telefonar ainda hoje, Apaixonado e Arrependido, desenterre tudo que esta impedindo que sw venha para MIM , afaste todas aquelas que tem contribuído para o nosso afastamento e que ele sw não pense mais nas outras… mas somente em MIM. Que ele ME telefone e ME AME. Agradeço por este seu misterioso poder que sempre dá certo. Amém…).

    Publique esta simpatia por três vezes , basta copiar e colar por três vezes em in forum diferente esta simpatia abaixo e logo em 48hs você terá uma linda surpresa, beijos Ainda esta noite de madrugada o TEU amor dará conta de que TE ama, algo assim acontecerá entre 1 e 4 horas the manhã esteja preparada para o maior choque de sua vida! Se romper esta corrente terá má sorte no amor. Deus vai lhe abençoárá e sua vida não será mais a mesma.

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