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Ajudando a construir a auto estima dos filhos

setembro 14th, 2009 · 23 Comments · Métodos Lady Rasta de Educar Crianças, educação

<abre parênteses> O post em tese seria sobre a matéria da Isto É semana passada, mas quando terminei vi que estava mais para um post desabafo de alguém que precisou fazer um esforço absurdo depois de adulta pra tentar recuperar alguma autoestima. Decidi publicar porque fazendo o caminho inverso as pessoas talvez consigam achar caminhos, certo? </fecha parênteses>


A Isto É da semana passada trouxe na capa matéria na qual fui entrevistada para falar sobre a construção da auto estima na infância, (confira o texto “A auto confiança começa na infância”).  Olha, devo admitir que o reconhecimento, por parte de terceiros, de que consegui influir positivamente na construção da autoestima do meu filho foi pra mim um dos melhores presentes que poderia receber.

Vou contar pra vocês: se tem uma coisa na a qual meus pais falharam miseravelmente, foi na construção da minha auto-estima. E quem é pai sabe: um dos compromissos que fazemos quando passamos a exercer a paternidade é não repetir os erros que fizeram na nossa educação.Sim,  nós sabemos que também iremos errar-; mas sempre achamos que os erros que fizeram conosco são piores, certo? Por isso minha satisfação com a entrevista: porque vi nela um indicador de que estava agindo diferente do que agiram comigo.

Mas sabem o mais engraçado? Apesar de achar que melhorei horrores, minha auto-estima ainda é tão precária que a princípio achei que não tinha muito a ver com essa faceta do meu filho; achava que “ele sempre foi assim e pronto”. Foi só após tomar as devidas broncas de alguns amigos e ler o resto da matéria (quando a  entrevista já havia sido publicada) é que me dei conta do quanto eu venho fazendo nesse tópico. Fiz então uma listinha do que acho importante nesse tema:

1. Dar à criança certeza de que ela está está correta nas suas avaliações e elogiá-la quanto a isso

Na matéria, há menção da  importância da criança ter certeza  da correção e acerto das avaliações dela. Quando li isso lembrei de um episódio doloroso que se encaixa nessa teoria perfeitamente: em certa crise de depressão que tive há muitos e muitos anos atrás, meu filho, então com uns 5 ou 6 anos, foi até o quarto da empregada (uma querida com quem falo até hoje, por sinal) e disse a ela chorando  que eu não tava boa, que eu tava doente e que ele não estava conseguindo me ajudar.  Linda (o nome da moça) disse que não era nada, que eu só estava com dor de cabeça. Ele olhou pra ela e disse que não era isso e continuou chorando. Quando ela me contou, eu, que já estava me sentindo o cocô do cavalo do bandido antes, fiquei ainda pior. Mas arrumei coragem e fui falar com meu filho.

Expliquei que sim, ele tinha razão: eu não estava boa mesmo, mas que infelizmente não tinha nada que ele pudesse fazer. Falei que não era culpa dele, mas que ele tentasse ficar tranquilo, porque eu estava me cuidando, estava indo ao médico, tomando remédios e ficaria boa logo.  Na sessão de terapia subsequente a essa conversa, ao contar aos prantos o que tinha acontecido  ouvi que apesar de ter sido algo difícil, eu tinha feito a coisa certa, porque tinha dado a certeza pro meu filho que ele não estava cometendo erro de julgamento. Pode ser que eu tenha ouvido isso pra não me sentir pior,  não tenho como saber, mas faz sentido né? Por mais duro que tenha sido pra ele, ao menos esta sensação de não estar errado ele teve. Não estou dizendo que crianças devam ouvir na lata qualquer coisa, ou participar de tudo como se fossem adultos; mas acredito que quando elas demonstram interesse, curiosidade ou preocupação quanto a determinado assunto, cabe a nós responder da forma mais simples e objetiva possível o que nos foi solicitado. Não tinha parado pra pensar no quanto esse tipo de atitude interferiu na construção da auto-estima do meu filho – pelo visto foi importante.

2. Ressaltar as qualidades da criança ao invés de compará-la com os outros

Na verdade, creio que só tenho uma vaga ideia de  como se pode construir a auto-estima de alguém percorrendo o inverso do que foi feito comigo: por mais que se prefira um filho a outro (e tenho certeza que não é possível gostar de duas pessoas ao mesmo tempo, de formas idênticas, na mesma intensidade – ainda que deva ser muito difícil para uma mãe reconhecer isso), não é divertido passar a infância ouvindo que sua irmã é melhor nisso ou naquilo, ou mais bonita, ou mais inteligente (e isso não foi só comigo: se de um lado eu ouvia isso de um dos meus genitores, minha irmã sofria o mesmo com o outro).

Certamente teria sido muito melhor pra nós duas se, ao invés de termos passado a  infância ouvindo o que a  irmã tinha de melhor sobre nós, tivéssemos  ouvido o quanto nossos pais se  orgulhavam  pelo fato de cada uma de nós ser boa em [coloque aqui o que quiser]. Eu teria mais confiança, me respeitaria mais se ao invés de passar a vida pensando no que eu não tinha e minha irmã sim, eu tivesse sido estimulada a olhar para minhas qualidades,  fazendo com que eu visse o que EU tinha de bom. Precisamos saber quais são nossas qualidades e qual nosso valor para que possamos nos apropriar dessas qualidades – acho que isso é o cerne de uma boa auto-estima: o respeito por quem somos, aí incluídas nossas fraquezas.

3. Demonstrar equilíbrio e estabilidade emocionais

Uma das coisas que eu acho que os pais não devem fazer é  ter atitudes díspares com relação ao mesmo assunto, ou alterar seu comportamento ao sabor do clima, de forma que a criança nunca saiba como seus pais irão reagir frente a determinada situação. Óbvio que não somos perfeitos, que num mau dia tendemos a tratar mal justamente aqueles que estão mais perto de nós, mas na medida do possível, as reações dos pais (e porque não dizer, das pessoas de uma forma geral) devem depender dos atos em análise, e não do nosso humor.  Na verdade não saberia dizer se isso afeta a auto-estima da criança ou a sua segurança emocional mesmo; mas pensando bem, uma coisa está intimamente ligada à outra né?

Vocês vão perguntar: e naqueles dias em que estamos tão insuportáveis que nem nos aguentamos, e estouramos ou agimos que nem uns idiotas? É simples: depois que passar, vá lá e peça desculpas para seu filho – é simples como isso. Reconhecer que errou, que teve atitudes erradas também mostra equilíbrio e segurança (não me lembro de meus pais terem pedido desculpas para mim nunquinha da silva – onde já se viu né? um adulto pedir desculpas para um fedelho?); só por favor não façam isso dia sim outro também, porque senão vira palhaçada, certo? ;-)

4. Reconhecer que, graças à estrutura que você ajudou a construir, uma hora seu filho vai te vencer numa discussão

Que tal não sair aos gritos com seu filho só porque ele te deu uma resposta que te deixou vendido? Afinal,  tem horas que nada é melhor do que ver o resultado do que vc ensina a ele aplicado contra você – desde que respeito e autoridade estejam preservados claro (e não, respeito e autoridade não são impostos através de gritos, mas conquistados – ao menos não respeito e autoridade legítimos).

A história que mencionei na entrevista igualmente se repetiu inúmeras vezes: acho importante incentivar a discussão com os filhos – discussão aqui, bien compris, como série de argumentações e contra-argumentações, de forma civilizada, e não um amontoado de gritos e insultos. E obviamente, ao negar um pedido, explicar porque isso está sendo feito. Construção de auto-estima para mim não tem nada a ver com impossibilidade de se negar pedido dos filhos, mas sim, negá-los de forma firme e consistente.

5. Dar certeza de afeto

Acho que se sentir importante, valorizado e amado conta bastante. Meu filho, apesar de ter pais separados desde muito novo (perto dos 4 anos), nunca se sentiu “jogado” ou empurrado de um lado para o outro – ao contrário, as brigas que eu e o pai tivemos (e sempre tem né? mesmo quando ainda há casamento) era pra ficarmos mais com nossos filhos, e nunca menos. E a família da nova mulher do pai dele igualmente acolheu-o; ele tem verdadeira relação de avô e avó com os pais dela, por exemplo. Isso ajuda a criança a ir em frente, e certamente não fará com que ela tenha medo de desagradar os outros, ou achar que faz tudo errado e por isso, as pessoas não vão gostar dela.

Em resumo moçada, é isso.

Finalizando, queria ressaltar mais uma vez: escrevi  tudo isso aí em cima não como mãe que sabe o que é bom para um filho, mas como filha que sabe o que não foi bom pra ela e tenta, na medida do possível, fazer tudo diferente. Eu sempre falo que tenho um orgulho e admiração inauditos por meu filho – mas talvez me emocione tanto porque de uns anos pra cá tenho tido provas de que posso errar e fazer com que ele tenha cicatrizes e reclamações quanto à forma como foi criado (afinal, não sou e nem tenho a pretensão de ser perfeita) mas sei que elas não serão tão sérias (espero) ou tão sofridas quanto as que eu tive.

****

P.S. Talvez depois desse post vocês me desculpem um pouco e entendam porque tenho uma necessidade absurda de enaltecer cada uma das qualidades do meu filho como talvez a mais coruja das mães não faça – mas é que na verdade eu preciso ouvir até entrar na minha cabeça que estou conseguindo, na medida do possível, ser uma boa mãe e criando uma pessoa menos insegura do que eu.  Me desculpem de verdade pelo tanto que amolo vocês falando do meu filho.

P.S. Vocês sabem né? Isso tudo o que eu falei não está baseado (ao menos que eu saiba) em teoria científica alguma; é meramente observação de uma pessoa que já foi filha e hoje é mãe – ou seja, pode ser que eu esteja errada em algum ponto, e quero mais é que vocês discutam comigo tá?

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23 Comments so far ↓

  • Sanseverini

    Sabe, é lindo ver o carinho com que você fala do seu filho e como você cuida tão bem pra que ele seja a melhor pessoa possível quando crescer. Não sou mãe e quase não sou uma filha (pelo menos pra minha mãe) tenho uma auto estima bastante frágil quando se trata de alguns assuntos e não culpo meus pais completamente pelo que eu sou hoje, mas sei que eles tem alguns vários dedos nisso. Talvez se mais pessoas falassem abertamente do assunto como você fala, teríamos e seríamos pessoas melhores.

    Sucesso sempre pra você e pro seu pequeno não tão pequeno.

  • Eliane

    Nossa, é realmente muito complexa a construção da auto-estima. Não sei se serei capaz de fazer isso pelos filhos que eventualmente virão…. Não sou lá a pessoa mais segura do mundo…

  • iaiá

    lindo post. boas dicas e sabe, passei por situações muito parecidas, às vezes devo ter acertado, outras errado. e nada é mais difícil do que educar sozinha duas crianças, dois meninos no meu caso- 10 e 13. parabéns pelo seu lorde. bj

  • Ladyrasta

    @sansevenini tô aqui toda emocionada com seu comentário viu? Eu às vezes me sinto meio autora de novela mexicana quando escrevo determinadas coisas, mas depois penso que só vendo que todo mundo passa por uma série de perrengues que conseguimos respirar fundo e ir em frente. Tenho pra mim que fingir que tem auto-confiança é muito mais destrutivo do que admitir que não a tem e trabalhar para que ela passe a existir. E fica mais fácil admitir que não a temos quando outras pessoas também o fazem né?
    Meu filho é sim, a coisa mais importante da minha vida. Mas isso não significa que eu viva em função dele o tempo todo, ou que deixe de viver a minha vida. Mas a prova inconteste que não sou a pessoa mais segura desse mundo é que preciso falar pro mundo todo o quanto ele é maravilhoso e o quanto ele tem se saído bem. Impressionante ver como eu ainda não entendi isso né?

    Beijo grande pra vc querida.

  • Tweets that mention Ajudando a construir a auto estima dos filhos | From Lady Rasta -- Topsy.com

    [...] This post was mentioned on Twitter by iaradf36 and iaradf36. iaradf36 said: RT @ ladyrasta Pra quem tem filhos e quem não tem: post sobre auto-estima inspirado na matéria da Isto É http://bit.ly/yKbWt ( adorei) [...]

  • Ladyrasta

    iaiá ô se é difícil… mas só o fato de vc se questionar, se perguntar se está certa já é uma preocupação certo? E também queria dizer que meus pais acertaram em muita coisa; a bagagem cultural que tenho, a forma de enfrentar dificuldades, de não se deixar abater, tudo veio deles. Mas faltou essa parte de acreditar em mim como pessoa. Não dá pra acertar todas né?

    Eliane o negócio é o seguinte: ninguém é lá muito seguro. Mas daí a solapar a segurança e auto-estima do seu filho porque a sua é um lixo é bem diferente né? Acho que o importante é pensar sempre em como gostaríamos de ser tratados caso estivéssemos no lugar do outro; isso vale pra filhos e pra todas as pessoas que convivem conosco.

    Beijos pra vcs, meninas!

  • Carla

    Eu já falei que te admiro pra caramba, né?

    É isso. Te admiro. Essa tua segurança, essa tua relação de igual com o teu filho. São poucas as mães que não olham de cima para baixo para uma criança. Fico feliz de saber que você consegue (e eu também posso conseguir, então).

    Beijos.

  • Luciana Guimarães Betenson

    Flá, que texto lindo, emocionante, sério, verdadeiro! Tenho tantas coisas a dizer sobre ele que terei que resumir…

    Me lembro de ter lido um livro há tempos, “A auto-estima do seu filho” que me marcou muito, e onde tem muito deste seu bom senso. Na introdução deste livro o autor diz uma coisa interessante: que todos estudam tanto para trabalhar, fazem faculdade, mestrado, o escambau – mas dizem que o mais importante na sua vida são os filhos. Cadê a dedicação e o estudo para isto? (Ler @ladyrasta é um exemplo!) Sempre procurei ler, aprender com a experiência dos outros e muitas vezes busquei ajuda profissional para me auxiliar na educação dos filhos.

    Bom, concordo totalmente e aplico esta máxima de que devemos ser verdadeiros com os filhos, honestos e conversar abertamente sobre as coisas. Uma excelente psicóloga me orientou a responder a tudo o que perguntam, mas APENAS NA MEDIDA DA PERGUNTA – às vezes uma simples resposta resolve o problema deles. Odeio as mães que citam o bicho-papão, o homem do saco (juro gente). Em Araraquara tinha uma que dizia que o se o filho não se comportasse “ia leva-lo ao médico tomar injeção” (!!??) E também odeio a mãe que diz que o chocolate acabou, e que ela não vai sair e sai escondida…

    Flá, também procuro ressaltar as qualidades e não fazer comparações entre os filhos, pelo contrário, digo sempre que “seu irmão é o seu melhor amigo e é ele que estará perto de você em todos os momentos da sua vida”. Olha, a gente ama os filhos de maneira igual sim!!!! Você não sabe porque só tem um!!! O que difere é o que chamo de o “grau de irritação” – ou seja, aquelas qualidades/defeitos (QUE TE IRRITAM MAIS NUM FILHO QUE NO OUTRO) normalmente porque são os mesmo defeitos que você tem… ;-)
    Um beijo!!

  • Silvia Oliveira - Matraqueando

    Só por você ter escrito isso, compartilhado de forma tão generosa seu momento, suas dicas, suas tentativas… acredite, você é uma das mais corretas e sensatas mães que conheço. Parabéns!

  • Ladyrasta

    Carla Um dia vou pedir pra vc, pro @diegomaia, pra @syferrari e pra @livbrandao mostrarem pra mim onde está esta segurança toda que só vcs veem, :lol:
    Quanto a ver os filhos de igual pra igual… Nunca tinha pensado nisso na verdade. Mas crianças são pessoas, gente né? E eu trato gente de igual pra igual independente de qualquer coisa (exceção feita àqueles que têm meu desprezo pela falta de caráter ou falta de conexões sinapticas adequadas, hehehe). Acho que eu ensino o que ele não sabe e em troca, ele me ensina o que eu não sei – ou sei, mas tinha perdido a capacidade de entender, ou de ver. Parto do princípio que qualquer um que se ache superior a outro é a priori um tolo – a gente aprende até mesmo com ignorância, nem que seja por contraste (mas tem gente que é demais realmente).
    Claro que vc vai conseguir!! É mais fácil do que parece!!!

    Lu costumo dizer que se houvesse psicotécnico pra ser pai muita gente não tava aqui (eu, pra começo de conversa). Acho um horror pais que nem os meus que colocavam filhos em conflito sério pra se sentirem amados – é de um egoísmo que não condiz com a paternidade, sério. E eu bem sei o que isso causa na auto-estima. Quantos aos defeitos, sabe que lordrastajr é uma das poucas pessoas que sabe di-rei-ti-nho onde pegar pra me provocar né? :lol:

    Silvia eu tento – e acho que falando o que sinto e o que sentia deve ajudar muita gente a não se sentir tão ET. Não é fácil admitir certas coisas, sabia?

    Beijos pra vcs!!!

  • Natalie

    Flá, já falei que sou super fã das suas observações?

    Ontem mesmo eu estava conversando com o Fred sobre a responsabilidade de se educar bem os filhos, os erros que se cometem por mimar demais, os acertos daqueles que estimulam muito seus filhos… o seu post concluiu muito bem tudo isso que conversamos ontem.

    Ai ai acho que ainda vou precisar de muita terapia para resolver essa novela mexicana que é minha vida. :) Mas vamos caminhando…

  • ChrisL.

    Valeu! O nº4 eu tenho que aprender e praticar… difícil!!!com uma de 13 e um de 20… percebo que preciso ser mais humilde, é bom ver tb tenho certeza que estou sendo um pouquinho melhor do que foram comigo. Trabalho árduo mas muito recompensador.
    Mas tb tem MUITOS pais que enaltecem qualquer coisa que os filhos fazem, tanto que o elogio é banalizado: A professora diz que o trabalho foi feito sem capricho e a criança responde que a mãe achou maravilhoso, flawless!
    Já vi menino mostrar nota de 100 reais por um rabisco que a mãe disse ser uma obra de arte mais linda que um Picasso! Nesses casos o tiro pode sair pela culatra pois o mundo real não é tão coruja assim!
    Gosto dos seus escritos!

  • Ladyrasta

    Nat, sabe o que eu acho? que parar pra pensar no que é bom pra eles (e porque isso seria bom) já é um passo e tanto. Eu sempre estimulei o Leozinho, mas de um jeito saudável: ele nunca foi mini-executivo com mil atividades, mas sempre fiz questão de determinar leituras obrigatórias daqui de casa, sempre saí com ele pra ver exposições e ter contato com arte, e uma ida à ILhabela vira conversa sobre meio ambiente, geografia, etc. Dá aprender de forma menos convencional – mas os pais têm que querer colaborar, e não jogar tudo nas costas da escola…
    Quanto à novela mexicana…é bom ver que não somos os únicos né? :lol:

    ChrisL. Na verdade na hora dá uma puta raiva… mas a gente tem que ver que eles são assim porque nós os fizemos assim. E que bom que não temos a última palavra em tudo certo? Desde que haja respeito e as regras de civilidade e convivência estejam sendo preservadas, claro.
    Concordo quanto à banalização do elogio. Mas ao menos aqui em casa, eu mandava refazer lição quando ele era pequeno se ela não estivesse caprichada. Eu sou rigorosa, ustamente por isso faço questão de elogiar quando algo está bem feito – mas até pra mandar refazer tem formas e formas né? Falar ” vc é capaz de fazer melhor e por isso não aceito essa lição” é diferente de falar ” vc é um preguiçoso e não faz nada direito”.
    Acho que é importante sermos honestos com eles inclusive quanto à produção, estimulando espírito crítico, justamente para que eles não se decepcionem quando saírem de nossa zona de influência…
    Que bom que vc gosta!! Eu adorei o comentário, estimula a pensar em outros aspectos!!
    Beijos

  • Nanda

    Sensacional! Adorei!!!

  • Rics

    Eu sou pai de uma garotinha de 2 anos e me preocupo muito, mas muito mesmo, com essa questão da auto-estima. Estou sempre tentando aprender como fazer pra que minha pequena cresça confiante no seu taco, coisa que eu nunca tive.

    Excelentes dicas, vou tentar seguí-las. Todas elas!

  • Ernesto

    Vou passar este seu belo texto para alguns amigos que tem filhos.

    Eu admiro a sua coragem de se expor na internet, de assumir seus erros, medos e problemas.

  • Luciana Guimarães Betenson

    Para mim o número 3 mata… é o mais difícil de fazer ;)

  • Ladyrasta

    Ernesto que bom que vc gostou! Fico lisonjeada em saber que vc vai passar o texto pra frente!! Quanto à minha coragem….se vc parar pra pensar, não me exponho tanto assim; as minhas confissões não são nada do qual eu me envergonhe (nem que envergonhe ao meu filho). E quando vc vê os comentários que vejo nesse post, quando vejo o quanto é bom dizer o que eu sinto para que as pessoas se sintam aliviadas e encorajadas a dizer que sentem o mesmo, garanto que vale a pena…Não deixa de ser uma forma de transformar em coisa boa o que não foi tão legal assim…

    Rics Acho que só o fato de vc se preocupar com a autoestima da sua garotinha já mostra que meio caminho já foi andado. Boa sorte, e depois venha me contar como está se saindo!!

    Nanda obrigada!!!!

    Beijos!!

  • Ladyrasta

    Lu na verdade, meus pais eram tão instáveis que eu dependia do humor deles pra saber se poderia sair ou não entendeu? As decisões não estavam relacionadas com as questões fáticas concernentes à questão em si, dependiam do humor deles, e do que eles sentiam por vc naquele momento. Eu sempre senti um lack of justice, sabe? E claro que às vezes ficamos irascíveis; qualquer dia peço pro lordrastajr contar como é que eu fico em determinado ponto das férias e ele me imita falando ” filho!! a moeda caiu e tá fazendo barulho! anda, faz alguma coisa, vc não se mexe pra nada”. Mas acho que como esses pitis são raros, ele entende que são pontuais, fica quieto pq sabe que não adianta nada arrumar arenga e quando eu falo que abusei, ele tira um sarro – o que é legítimo. Chegando nesse ponto tá tudo certo. A gente percebe que acertou na mão quando a criança se sente confiante pra dizer que estamos sendo ridículos…

    Beijos

  • Marcelo Tinti Bell

    É nítida sua insegurança, ainda hoje, pela quantidade de PS´s após o texto. Educar é uma missão difícil, muito diferente de quando nos educaram. Temos que nos deparar com outros “riscos” do mundo moderno (internet, consumismos, solidão, excesso de trabalho dos pais, separações…) e ao mesmo tempo tentar evitar erros cometidos na nossa educação. E isso gera insegurança em qualquer um. Acho que princípios básicos são sinceridade, demonstrar sempre amor (falo muito “eu te amo” para o meu filho de 6 anos e ele a mim!), ter coerência em negociações. Seus exemplos no texto mostram exatamente isso, mostram os princípios verdadeiros de uma boa educação, em minha opinião. Encerrando, acho que auto-estima deriva-se dessa união, não como uma característica a ser “treinada” isoladamente. Grande abraço e parabéns pelo texto.

  • Renata

    Eu também tento fazer minha filha ter a auto – estima lá nas alturas porque a minha é bem baixa e também sou insegura e tento que minha filha não seja igual , muito bonita a sua dedicação , parabéns !!!

  • Ladyrasta

    Marcelo Nunca tinha parado pra pensar que os meus P.S. fossem fruto de insegurança; acho que são fruto do fato de ser advogada e querer explicar tudo certinho, mas vou pensar no assunto, prometo! Mas eu não acho que auto-estima é algo a ser “treinado”; mas há formas de se construí-la mais fácil. Vejo o tal “treino” mais para aqueles que cresceram sem auto-estima nenhuma (meu caso) e têm que construí-la mais velhos.
    Só um comentário: demonstrar amor é mais eficiente que falar eu te amo – e se vc demonstra, às vezes nem precisamos falar tanto ;-) Obrigada e volte sempre!

    Renata muito obrigada! E só o fato de vc pensar nisso já mostra que vc está no caminho certo!

    Beijos!

  • Aline

    Obrigada pela visita! Como eu escrevi lá no post, esse seu post é praticamente minha leitura de cabeceira!

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