Queridos:
Confesso a vocês que estou há uns 2 dias tentando escrever um texto de Feliz Natal sem sucesso. Soava cliché, melodramático, pretencious, tudo o que eu não queria e tento não ser.
Aos 45 do segundo tempo (tenho que ir para o jantar) desisti, porque queria falar muita coisa em pouco espaço.
Queria falar que meu pai todo santo ano vinha com a explicação de que o fato de o Natal cair em dezembro era um puta escumbelerrê da Igreja Católica para fazer coincidir a data com os festejos pagãos do solstício de inverno; queria dizer que eu sempre fiquei muito tensa no Natal porque a instabilidade emocional do meu pai poderia transformar a noite num daqueles capítulos trash de novela das 8 com componentes que prefiro não mencionar; queria explicar a benção que foram meus Natais na última década, quando passei a preparar a rabanada e o pudim de pão da minha avó para que eu sentisse a sua presença (afinal, preparar receitas é uma forma de perpetuar a memória dos entes queridos, né?) e ver meus amigos passarem na minha casa para um chill in antes das festas de família, fazendo com que minha casa tivesse um movimento sincero e alegre de bem querer entre 5 da tarde e 9 da noite; queria explicar pra vocês como eu fico feliz e me surpreendo até hoje com o fato de meu filho gostar de passar o Natal em casa apesar de sermos só nós 2, e adorar que eu cozinhe, e como isso faz com que eu me sinta tão mãe dele…
Mas como vocês sabem, eu sou prolixa e não conseguiria jamais escrever sobre tudo isso de forma sucinta; então, que vocês fiquem apenas com a ideia do que significa Natal pra mim.
Que vocês tenham um excelente Natal, um ótimo solstício de verão (sim, inverno é na Europa né?), um Festivus memorável, ou at least, um bom jantar com pessoas queridas por perto.
Um beijo enorme,
Flavia
P.S. Esse é o primeiro ano da minha vida que passo o Natal sem meu filho, que está com o pai nos Estados Unidos. Por decisão minha, ao invés de optar pela alternativa mais confortável – passar o Natal com amigos queridos-, decidi viajar sozinha e passar o Natal numa praia da Bahia. Pensei com os meus botões que, de uma vez que estar sozinha era uma opção minha e não uma imposição da vida, ela não seria um fardo pesado. E não foi. Encontrei pessoas conhecidas, outras que me acolheram como se eu as conhecesse de há muito, e estou saindo para uma noite que tem tudo para ser extremamente agradável. Como disse certa vez Anais Ninn, ” Life shrinks or expands in proportion to one’s courage“. Nada mais verdadeiro ![]()















Flá,
gosto muito dessa sua maneira simples e corajosa de aprender novas formas de ser feliz.
Beijos e Feliz Natal.
Ana
Que lindo texto!
Que 2010 seja um ano repleto de alegrias e felicidades.
Beijos
Nati
Flávia,
Já disseram ai em cima da sua maneira simples e corajosa de ser. Virei fã, fiquei fã.
Assumindo a pieguice digo que conquistar sua amizade foi um ponto alto, muito alto e positivo desse estranho ano de 2009.
E que em 2010, 2011, 2012 … essa amizade cresça e flosresça ainda mais.
Um beijo enorme,
Eli
Adorei, Flavia. Só li hoje, depois de vários dias de comilança e ressaca
Foi muito bom conhecer o seu blog neste ano, venho aqui muitas vezes e tenho emoções muito distintas, mas sempre positivas.
Um ótimo 2010 para você.
Muitos beijos,
Dea