
É uma daquelas coisas que não dá pra entender: ouço falar de Santo André pelo menos desde meados da década de 90; no entanto, foi uma das últimas praias mais famosas da Bahia que eu conheci – e não entendo como demorei tanto tempo

Também sempre me perguntei como Santo André conseguiu ficar incólume e não ter sido invadida pelos ônibus de excursão que fazem parte há anos da paisagem daquela cidade, apesar de estar apenas a 25 km asfaltados de Porto Seguro.

- Por do sol no rio, que tal?
Depois de passear por lá uns dias – cheguei para passar 3 noites e passei 6,
-, concluí que não é apenas em razão da dificuldade de acesso até a década de 90 como alegam (pois isso Trancoso também tinha), mas também em decorrência de uma comunidade muito conscienciosa, realmente preocupada com a preservação do local (um exemplo? você não vê – ao menos por enquanto- casas da praia, coisa que não ocorre em Trancoso, Arraial D’Ajuda e outras praias da Bahia). Também tenho que reconhecer que a falta de algo muito peculiar no local (como a falta de um “Quadrado” como o de Trancoso, que inegavelmente é charmosérrimo, como bem lembrou o @riqfreire) ajudou; mas nesse caso, não ser a mais bonita (ou com características mais fortes) das praias do Sul da Bahia fez com que Sto. André se preservasse, e hoje saia ganhando (ao menos pra mim, que acho uó ir pra um lugar encontrar as mesmas pessoas, as mesmas lojas e ouvir as mesmas fofocas que em São Paulo).

essa é uma das ruas mais movimentadas de lá...
Tenho a impressão também que o tipo de pessoas que se radicou por lá (ou que vão pra lá para passar temporadas) fez diferença: é um pessoal um pouco mais velho, que interage com os nativos e não apenas os coloca no seu cenário de férias (um bom exemplo é este blog aqui)
O resultado é aquele que eu adoro: pouca gente, uma praia deliciosamente deserta, uma meia dúzia de restaurantes gostosos, sol e rede. Passei dias maravilhosos por lá, reencontrei pessoas e fiz amigos – nada mal pra quem estava com medo de passar o Natal sozinha, né?
Pra completar, descobri que o dia do padroeiro da cidade, Santo André, é no dia do meu aniversário, 30 de novembro. Precisa falar que eu adorei?
****
LUGARES QUE CURTI
Casa Praia – O @riqfreire já havia falado dela ano passado aqui; junto com a pousada Victor Hugo, é um dos lugares onde as pessoas se encontram em Santo André.

O lugar é lindo, aquela coisa com ambiance, saca? Luz linda, decoração bacana (a suíte para hóspedes é um desbunde, veja as fotos no post do Riq que eu linkei), música legal. Você pode ir para jantar ou então (o que recomendo, pois apesar de ter comido bem, os comentários que ouvi afirmam que a cozinha é um pouco irregular) passar lá para um drink ao cair da tarde, ou após o jantar para ouvir música – eles têm uma super programação, que vai de shows variados a filmes, passando por performances diversas. Aquele tipo de lugar que você não imagina lá – e é uma delícia justamente por isso.

Mas tenho um alerta pra fazer, apesar de me doer fazer isso: por favor fiquem atentos à bolsa – tive a minha roubada lá, depois de ter dado uma bobeada e largado a dita cuja para ir dançar. E já digo: não foi coisa de nativo não; o principal suspeito, última pessoa a ser vista com a minha bolsa, era um cliente, menino de 15 anos cuja tia é moradora e comerciante de Cabrália. Complicado né? Eu por vezes baixo a guarda quando estou em cidades tidas como mais pacatas, mas a verdade é: hoje em dia não há sossego em lugar algum.
Pousada Victor Hugo – uma das mais tradicionais do lugar, um dos pontos de encontro das pessoas. Foi onde fiquei hospedada, e não só fui muitíssimo bem tratada como conheci muita gente bacana por lá. Há no entanto, diversas outras pousadas, que vc pode conferir aqui e ver algum detalhamento ali.

El Floridita – não sei se o nome do lugar é em homenagem ao bar predileto do Hemingway em Cuba, mas adoro a ideia de que seja. Restaurante gostoso e charmosinho à beira do rio, comida variada (de peixes a sanduíches) muito gostosa. Não cheguei a ver o por do sol dali, mas pela localização deve ser uma delícia.


eesa vista + mojitos + por do sol = priceless
Estrela – pizzas muito gostosas num lugar super gracinha. Adorei e recomendo.

Apesar de ter ficado 6 dias por lá, confesso que estava mais na linha dolce far niente do que na vibe “quero conhecer tudo”; faltou conhecer Belmonte, Guaiú, vários restaurantes… Tem bastante coisa pra fazer (vejam nesse blog e naquele) – tanto que vou voltar
****
P.S. Tenho que fazer um agradecimento especial pra @leapenteado, que me recebeu de braços abertos e de lambuja ainda me explicou muita coisa sobre o lugar– fica mais fácil gostar de um lugar quando se é recebido assim















Tweets that mention Por que Santo André é bacana? | From Lady Rasta -- Topsy.com // jan 6, 2010 at 10:24 AM
[...] This post was mentioned on Twitter by Ricardo Freire, Flavia Penido. Flavia Penido said: mais um post da viagem : Porque Santo André é bacana http://ladyrasta.com.br/2010/01/06/por-que-santo-andre-e-bacana/ [...]
Olá Flávia,
seu post sobre o vilarejo está bem legal… só lamento o incidente do furto. Que pena, Santo André (ainda) é um lugar notório pela tranquilidade… é a imponderabilidade da vida.
Quando voltar por aí, espero conhecê-la, abraços
olimpia
obrigada pela menção aos blogs de Santo André!
menina, essa bolsa roubada ninguém merece! Mas imagino que vc já deu a volta por cima, claro! E não deixou de aproveitar nadinha…
Delícia!
Nao preciso dizer que ja anotei Santo Andre na minha triplist desde suas primeiras tuitadas de la. Mas me conquistou mesmo aqui: “pouca gente, uma praia deliciosamente deserta, uma meia dúzia de restaurantes gostosos, sol e rede”. Truly priceless.
Que jóia, confirma a opinião de amigos que foram lá ano passado e voltarão esse ano!
Tb curto de montão praias nesse estilo e essa vai definitivamente prá minha lista!
Que chato o caso do furto, mas eu tive uma experiência semelhante em Boipeba. Entraram no quarto da pousada e levaram toda a minha grana enquanto eu estava passeando. Logo eu, que sou tão cuidadoso, relaxei ao ver a absoluta tranquilidade onde me encontrava…aí o amigo do alheio aproveita, né?
Boas dicas! A lamentar apenas a bolsa que “saiu andando sozinha”…
Bjs!
Santo André é bacana, porque é frágil, rústica, simple e humilde. Eu gostei muito de Sto. André!!
saludos
Olimpia quando eu voltar te procuro com certeza!! E não precisa agradecer, afinal se o conteúdo é bom eu seria uma tonta se não linkasse…
Denise Mustafá fiquei chateada no dia seguinte, mas depois passou. Chegando em SP peço outro celular e pronto
Mari tenho certeza que você iria adorar mesmo! E pensando bem, a uma hora e meia de voo de SP, dá quase o mesmo trabalho do que ir pra Ilhabela num feriado…
Marcelo é bem por aí mesmo, a gente baixa a guarda porque (no meu caso) “não está em SPaulo” e é aí que a porca torce o rabo… Estou em Boipeba agora por sinal (não sei se vc me segue no Twitter, lá todo mundo sabe) – mas eu deixo $$ no “cofre” (meaning aquela caixinha com chave nos quartos,
Arthur olha, eu adorei. Lugar perfeito pra descansar…
Carmen mas tem estrada até Cabrália né? Mas eu não gostaria de uma ponte não…
Beijos a todos!
Olá Flávia, acabei de cair no seu blog e li seus posts sobre Sto André, daí, na cara dura, resolvi te pedir ajuda.
Eu quero viajar para Sto André, mas, desde o ano passado, tenho uma filha! rs
Não quero esquema Sauípe, Praia do Forte e tal, daí me falaram do Resort Costa Brasilis.
Meu medo é que o local que dizem ser o Costa Brasilis Resort não seja Sto André e sim Porto Seguro e quero passar bem longe do axé!
Vi as indicações de pousadas que vc deu, iria tranquilamente com o meu marido apenas, mas acho que com nossa filha de 1 ano precisamos de um pouco mais de estrutura.
O resort é longe da vila onde ficam essas pousadas e os restaurantes que vc falou?
Espero que vc possa me ajudar.
Bjão,
Renata