Meu filho, Harry Potter e eu

Tenho uma relação muito especial com Harry Potter, por uma série de fatores; mas o maior deles certamente é porque a história do hábito da leitura do meu filho está intimamente ligado a ele. Sim, porque foi com o Harry Potter que lordrastajr começou a ler “livro grande; foi também com o Harry Potter que meu filho começou engatinhando na leitura em inglês (os quadrinhos do Calvin também foram de grande auxílio nisso). Ele tem inclusive uma review do (agora) penúltimo filme ( e está me devendo a do último por sinal…)

Para mim foi um privilégio acompanhar (e curtir) uma saga que meu filho também curtia, até porque como os livros acompanham a vida escolar do Harry Potter e meu filho começou a lê-lo com uns 6 anos mais ou menos, a vida escolar de lordrastajr meio que coincidiu com a idade das personagens nos livros – e observar a mudança de percepção dele quanto à história, e vê-lo evoluir junto com ela foi muito interessante.

Quanto aos filmes, ao menos nos últimos 3 ou 4 eu sempre fiz questão de leva-lo no dia da estréia, e desde que existe a sessão da meia-noite e um, mesmo com ele relativamente pequeno (10, 11 anos à época) era a ela que comparecíamos.

Então,  vocês imaginem como eu fiquei feliz quando o @iadriel me deu os convites para assistir à pré-estreia feita pela Warner para os fãs, todos na linha cosplay, com presença do ator Matthew Lewis que interpretou o Neville Longbottom no cinema.

Se não fosse o @iadriel eu não teria essa pulseirinha...

Foi maravilhoso. Desde ver a produção do pessoal, passando pelo visual das moças servindo pipoca, culminando com a torcida durante o filme.

Sim, torcida!! Os mais velhos talvez se lembrem da cena do Fama em que dois personagens vão à uma sessão do “Rock Horror Picture Show” em que a platéia fantasiada canta, dança, repete as falas do filme; pois bem, foi exatamente assim que me senti semana passada.

Ver o lançamento de um filme com fãs não é só ver um filme, é entrar em catarse coletiva: você grita e torce quando as cenas de ação mais dramáticas acabam, suspira em grupo quando rola a vaibe “love is in the air”, e chora de soluçar também em grupo nas cenas tristes. Ou seja, no meu caso isso significa uma coisa só: quem está com você não passa vergonha!!!!

<abre parênteses> : aos puristas que enxergam cinema como um templo onde se reverencia a 8ª arte e que por isso o silêncio deve ser absoluto, devo dizer que estou mais pro lado da Igreja Carismática nesse quesito, e prefiro uma sessão onde a emoção das pessoas aflore de forma genuína – o que é diferente, muito diferente, de conversar alto ou atender ao telefone durante a sessão < / fecha parênteses>

Mas pra mim não era só estar lá;  tinha o fato de eu estar fazendo tudo isso com o meu filho. A sensação de ver que ambos temos Harry Potter em comum pra mim é muito bacana. Canso de dizer que mãe não é amiga, que a relação é outra, mas acho companheirismo importante. E mais do que isso, acho bacana ainda conseguir me emocionar com algo que também é importante pra ele, não porque é importante pra ele, mas porque é importante para mim também. Eu entender a ansiedade dele por causa do lançamento do filme porque eu também estou ansiosa, eu entender que ver o filme no dia do lançamento é muito muito bacana, ou seja, saber o que ele está sentindo porque eu também estou daquele jeito é muito precioso – até porque isso não vai ocorrer muitas vezes nas nossas vidas, né?

Alguns dirão que isso só acontece porque eu sou (segundo alguns) muito molecona, criançona mesmo. Mas eu acho isso bom, sabiam?  Acho legal a gente sair da máscara de adulto responsável que trabalha, se sustenta e só tem “diversões adultas” e conseguir acessar esse lado criança, lúdico e se divertir com uma sessão de cinema onde todos comparecem fantasiados e se emocionam. Sinceramente? Espero não perder isso nunca.

Saí do filme pilhada, porque ele é realmente eletrizante, e se tivesse ingresso pra outras sessões teria visto de novo. E querem saber?  Criança ou não, eu gosto de ser assim, viu? :-)

****

P.S. Vai um beijo pro querido Marcelo Kneese, que no aniversário do meu filho neste fim de semana, lembrou do moleque lendo, quietinho, aos 9 anos, um dos livros da série numas férias que passamos na Ponta do Mel, e que sem saber, falou pra mim um monte de coisas que eu escrevi neste texto (que já estava pronto mas não estava publicado).

P.S. II – Serei eternamente grata ao Ivan Adriel que me ofereceu os convites para ver ao filme na pré-estreia para os fãs clubes. E ó, meu filho já disse que se rolar convite pro próximo ele vai a caráter, viu? Eu também!!  ;-)

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4 comentários sobre “Meu filho, Harry Potter e eu

  1. Tempão que não comento aqui.
    Mas eu voltei!!!!
    Acabou que lia os textos todos pelo buzz, mas este eu acho que vale a pena comentar aqui. Não que os outros não valessem…
    Acho fodástica essa relação que você tem com o filho e essa identificação quanto ao livro. Eu não sou um fã absoluto do livro, nem nunca cheguei a ver um dos filmes inteiros. Mas tenho todos os livros em casa e demorei menos de duas semanas para lê-los. É intrigante, carismático e empolgante. Quando leio coisas voltadas para um público mais jovem, principalmente por ser educador, eu tento me colocar no papel do jovem que lê aquilo. E definitivamente não existe nada que me faria ter mais vontade de ler do que a saga do bruxinho. E quem sabe até me vestir como tal, por que não?
    Bom Lady, avise ao Lord que aguardo a resenha do último filme. Beijo

  2. AAAH, que pena que só vi esse post hoje. Senão certamente teríamos muito o que conversar, pois sou pottermaníaca. Inclusive, acho que não valei no jantar de ontem, mas a condição de ir com o Caê pra Florida ver tênis e basquete foi a de depois ele me levar pra passear no parquinho do Harry Potter na Universal de Orlando, rsrs. Bjos!

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