O Perrone tá tão errado assim?

É diferente de chamar alguém carinhosamente de “Negão”. Conheço gente que fala “uau, eu curto um negão, viu?”, do mesmo jeito que eu falo que tenho uma queda por morenos e não por loiros. Mas é diferente, né? O tom de voz e o contexto. Quando você quer “mexer”, vc não é “carinhoso”.
Não, você não é obrigado a gostar de alguém só porque ele é gay. Tem muito gay que não vale nada, assim como tem muito hetero que não vale nada e assim por diante, porque há pessoas que não valem nada, em última análise.
Eu fui péssina aluna de Direito Penal, então esses conceitos de calúnia, injúria e difamação são meio confusos (e é pra quase todo mundo, tanto que eles sempre andam em trio: “fulano vai processar beltrano por ‘ calúnia, injúria e difamação’ ).

<abre parênteses explicativo> se você não costuma passear na praça da República do Twitter, saiba que o assunto de hoje foi um post de jornalista da Globo que apesar de técnicas um tanto quanto primárias de argumentação, trouxe à baila um assunto interessante <fecha parênteses explicativo>

Em resumo (e colocando legenda num texto um tanto quanto confuso): há quem ache que a indignação ao ver usado o termo “viado” como insulto não passa de privilégio que gays estariam tentando  alcançar. Uma espécie de “tratamento vip”. Será que é isso mesmo? Descubra lendo a cartilha caminho suave de técnicas argumentativas a seguir 🙂

1. do método quintasserizante de argumentar e encerrar discussões

Cada dia que passa fico mais e mais chocada com a total falta de compreensão, por parte daqueles integrantes da “mídia”, do que seja uma rede social. Mais: que redes sociais, consistem em publicação de conteúdo, na acepção pura do termo, e o teor das publicações tem efeitos jurídicos. Além disso, a total falta de compreensão do que seja se portar em um local público com elegância me deixa estupefata, confesso a vocês.

Repito isso toda santa hora, dizendo que há um código de conduta evidente a ser seguido, mas falo ao vento – volta e meia as pessoas saem por aí dizendo que sofrer consequências pelo que foi dito é “censura” (ah, essa palavra banalizada que logo logo vai perder o seu sentido cruel).

Mas quando a gente não concorda com o outro chiamos né?

Hoje o alvo foi nosso Troféu Marcelino de Carvalho do mês, que além de pérolas da compreensão do comportamento humano como a abaixo,

 

 

(e não, não adianta vir com escumbelerrê dizendo que as frases foram descontextualizadas – é só ler a sequência de tweets, né? seria mais elegante pedir desculpas)

O autor ainda conseguiu utilizar métodos quintasserizantes de encerrar discussão como o seguinte

Então… Não pode. Além de feio, de ser falta de educação, pode ser tipificado como crime (nunca sei se é calúnia, injúria ou difamação, não entendo xongas de Penal, mas acho que é injúria). Como é crime uma série de outros comportamentos socialmente aceitos que um dia deixarão de sê-lo. É crime e comportamento socialmente reprovável da mesma forma que aquele jornalista da National Geographic utilizou sim (me desculpem os que pensam o contrário) elementos chulos e quintasserizantes pra manifestar seu deagrado, o que em tese poderia vir a configurar crime. Idem para a mocinha que xingou nordestinos e para o publicitário que passou dos limites ao torcer para o seu time. Os comportamentos são idênticos, só muda a gradação.

Não pode. Ou melhor, poder pode. Só não pode reclamar que é censurado quando sofrer as consequências do ato. Ou melhor, pode também – mas as consequências continuarão ali, é bom que se saiba 🙂

Regras sociais foram criadas para tornar a convivência suportável – e normalmente, quem não suporta a ideia de ser gentil com os outros rotula regras sociais de “hipocrisia”, podem reparar.

2. breve tratado da evolução do êxtase coletivo, das relações sociais e das ofensas

Sejamos honestos: em alguns pontos,  o texto tão criticado tem razão.

O principal argumento seria o de que tanto “viado” quanto “filho da puta”, dependendo da forma como são proferidos, poderiam em tese configurar crime de calúnia-injúria-difamação e sendo assim, não haveria porque condenar “viado” e não condenar “filho da puta” – isso seria um “privilégio” que gays estariam desejando alcançar.

Outro ponto tocado naquele texto é que “viado” não seria necessariamente “gay”; seria aquele comportamento mais exagerado, que associam normalmente ao gay cliché, estereotipado, discriminado até mesmo por alguns gays: é o comportamento da “passivona”, aquele comportamento xiliquento – que, admito,  muitas pessoas têm independente da orientação sexual, mas que é comumente associado aos gays mais afeminados.

Isso tudo é verdade. É mesmo um costume chamar gente exagerada de “viado”, eu mesmo por vezes me intitulo “veada” porque sou meio exagerada e tal. Mais: é até bem comum entre gays eles se insultarem dessa forma.

O outro argumento é que “antes não era normal xingar assim e agora é”; “sempre foi assim, por que mudar agora?”.

Até aí, zuzu bem. As premissas sobre as quais ele parte estão mesmo corretas. O que tá uma quizumba danada são as conclusões, as quais além de equivocadíssimas e dissociadas das premissas, ainda dão ensejo a um discurso claro de homofóbico tentando ficar no armário com toques de pseudo-sinceridade.

No entanto, a mim parece que escapa ao nosso exemplo-de-elegância-ao-argumentar que o mundo está em evolução. Sim, não adianta reclamar: por mais que nos choquemos com as crueldades ainda hoje perpetradas, ele hoje é melhor (ao menos no meu ponto de vista) do que era há mil anos atrás.

No tempo de Roma havia luta de gladiadores, eles lutavam com feras e o imperador decidia se ele viveria ou não; tivemos a época em que as pessoas iam à praça ver enforcamentos ou queima de bruxas.

 

era assim antes, por que mudou, hein?

Hoje isso melhorou: ao invés de gladiadores, vamos ao estádio e o êxtase coletivo é alcançado xingando o time e a torcida adversária; ao invés de queimar bruxas ou apedrejar adúlteras, assiste-se ao vídeo do Barraco Sorocaba e fala-se que “fulana é uma piranha”. Ao invés de processar um homem porque este manteve relações sexuais com outro homem, alguns só tiram gays à força do armário, porque eles não têm o direito de fazer sexo com outro homem sem emitir certificado de homossexualidade. Tá melhor, vai?

 

Era assim antes, por que será que mudou, hein?

Toda evolução tem certo processo: após este processo, um belo dia mulheres saíram para trabalhar de calças compridas ou passaram a querer votar, assim como passou-se a achar a escravidão desumana.Além disso, os movimentos acima não aconteceram simultaneamente (sequer ao mesmo tempo no mundo), mas sim em consonância com a condição dessas minorias.

Até hoje, mesmo no universo GLS, é normal você ver um gay reclamar do outro falando “mas você tá uma bicha chata hoje, hein?”, do mesmo modo que muitos falam “mas que viadinho que você tá”. No entanto, isso não significa que isso seja aceitável, ou desejável. Significa que eles também têm lá seus problemas de auto-estima e se auto-insultam (a desculpa é se fortalecer pra não sofrer quando a turba os chama assim, mas eu ainda aposto na baixa-auto estima de alguns).  E essa questão de auto-estima,  baixa em boa parte de homossexuais, advém, em boa parte, de comportamentos que agora passam a ser reprimidos, comportamentos como o descrito no texto e nos seus tweets.

Pois bem: chegou portanto a hora de os gays no Brasil começarem a não achar bacana ver um tratamento que os identifica ser sinônimo de insulto. Não tão curtindo mais. Ainda bem, né? Sinal que a própria comunidade gay está mais consciente dos seus valores, dos seus direitos e, porque não dizer, de sua própria identidade.

Ao dizer que acredita que o corpo não foi feito para determinadas práticas sexuais (como se fosse a prática de determinado ato sexual que caracterizasse alguém como gay, e não o desejo sexual por pessoa do mesmo sexo), o sentido dessa frase é : “você não é normal; você é esquisito, e eu vou xingar de esquisito todo mundo, pra provocar; para que a pessoa se sinta mal como você deve se sentir”.

Well, as bees não tão mais curtindo. Estão querendo “chamar a responsabilidade para si” e se apropriar do termo “viado”, dando um novo significado a ele. Simples como isso. Gays não tão mais na pegada de servir de diversão pro Imperador lutando com as feras. Imperador e sua turma vão ter que brincar de outra coisa.

Antes, todos morriam de medo de ser rotulados como “viado”. Ninguém era “viado”. Agora finalmente algumas pessoas pararam pra pensar: opa, mas por que eu tenho que rir quando insultam alguém com um termo que é associado à minha sexualidade?  Por que isso é uma ofensa e eu tenho que fingir que não é porque é “genérico”?

“Viado” era mesmo “uma forma de mexer e só”. É a mais pura verdade. Mas era uma forma de mexer associando a insulto um determinado comportamento, fazendo com que aqueles que têm tal comportamento se sintam inferiorizados. É por isso que fica chato quando você, por um acaso, mexe com alguém que efetivamente tem esse comportamento. É por isso que ficou chato no caso do volei, e ficou chato no caso do Richarlyson. Não fica chato porque “parece ser ofensa”, fica chato porque finalmente se compreende que aquilo está sendo utilizado como uma ofensa. Fica claro que o comportamento daquela pessoa é visto como reprovável (ou anti-natural). Caso contrário, por que mexeria, né mesmo?

 

Então, do mesmo jeito que antes se podia falar “seu criolo nojento” e agora não pode mais, não é mais de bom tom xingar as pessoas de “viado”, ainda que eu compreenda a diferenciação entre “viado” e “gay” feita no texto. Porque na real, como disse o Max, a gente não tem o direito de esculhambar uma pessoa só porque ela é over. Este pode até ser um componente irritante (eu não gosto, pra ser sincera, advenha ele de gays ou de heteros – ah, não sou perfeita, né?), mas a partir do momento em que isso está ligado ao bem estar da pessoa e à auto-estima dela, é de bom tom que pessoas civilizadas, educadas e aptas ao convívio social não utilizem o termo como insulto. Simples assim.

 

Qual o limite disso? Eu não sei. Também me preocupa o limite do politicamente correto, porque sei que uma das formas de se lidar com preconceito é também expô-lo através do humor. Eu pessoalmente não entendo e não curto isso (gosto de muito pouca coisa tida como “humor”) mas sei que existe esse mecanismo. Achar o ponto de equilíbrio sempre é muito difícil, e vamos ter que achá-lo. Mas enquanto não achamos, é de bom tom que sejamos cortezes uns com os outros e que respeitemos modo de ser de cada um.

E novamente tenho que dar razão ao texto: daqui a pouco, algum juiz vai reclamar de ser chamado de “filho de puta”, e não se poderá mais fazer esse tipo de coisa. Politicamente correto demais? Alguns dirão que sim, mas a mãe dos juizes e as prostitutas certamente agradecerão. Desde quando alguém ser filho de prostituta é demérito? Aproveita então, viu? Por que já já não vai rolar 🙂

<abre parênteses> Tem um porém nessa equação toda: como disse essa semana, o ser humano tem violência dentro dele e não é bonzinho. Essa forma de extravazar impulsos, desejos e emoções xingando os outros vai ter que sair por algum outro lugar para não termos problemas sociais complicados. Resta saber qual será. Espero que encontremos um caminho. </fecha parênteses>

Voltando e pra encerrar o assunto: uma vez, perguntei ao meu filho se ele seria amigo de um colega gay que estudasse com ele. Ele respondeu: “depende, Mã. Só seria amigo dele se ele fosse legal”. Respeitar é isso. É ver a pessoa e ver se aquele conjunto específico agrada ou não,  ao invés de decidir se vai gostar dela ou não porque ele faz parte do grupo X ou Y. O que alguns chamam de “tenho que respeitar mas não preciso gostar” não passa de homofobia envergonhada. Lamento, mas não tem respeito nenhum aí. Melhor admitir que não se sente bem entre eles – é normal e humano, ué. Eu também não me sinto bem em alguns grupos  🙂

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P.S. Folks, posso pedir uma coisa? Por amor ao quesito “originalidade” numa argumentação? Vamos parar de usar clichés? É tããão cansativo tudo ser “reaça”, tudo ser “fascista”… Esses termos estão perdendo força de tanto que são (mal) usados. Bora se esforçar? Plis? Fica feio a gente reclamar de um pessoal por aí e fazer o mesmo. <3

 

 

 

16 pensamentos em “O Perrone tá tão errado assim?”

  1. Comentário sem fazer julgamento algum: nos EUA, qdo vc vai assistir um jogo da NBA há um anúncio no placar dizendo que ofensas morais, xingamentos ou atitudes agressivas levarão a pessoa a ser expulsa do ginásio. A platéia é lotada de idosos, crianças, gente de todo tipo e idade. Um detalhe: bebidas alcóolicas são vendidas livremente e não estou falando apenas de cerveja, mas uísque, tequila, gin, rum… o que vc quiser tem.

  2. Pois… na verdade, lendo o texto do Perrone, o que mais me saltou aos olhos foi essa “homofobia envergonhada” que você colocou no texto. Obviamente, esse comportamento se reafirma depois, no momento de defender suas idéias.

    É claro que, ao escrever um texto pelos motivos errados, se constrói uma argumentação falha que não se sustenta por muito tempo… nesses momentos (da defesa de uma idéia ilegítima) é que se revela o “verdadeiro incômodo” por trás do impulso inicial.

    O discurso de “eu respeito que você tenha afeto por outro homem, desde que seja longe dos meus olhos” denuncia um incômodo em perceber que as pessoas tem direito em lutar por seus direitos. Aceitar os homossexuais, desde que dentro da marginalidade, é tão hipócrita quanto a situação que ele diz querer denunciar.

    Talvez a punição ao clube tenha sido sim um exagero, mas em tempos de “demarcar posições” e com “bolsonaros” à solta por aí, temos que aproveitar todas as oportunidades para discutir a homofobia/machismo/racismo que impera no país.

    Pior do que um país reacionário assumido é esse estado de “aparente aceitação” em que vivemos. Sabemos que “sentimentos reprimidos” tendem a explodir de forma muito violenta.

  3. Muito bom texto. Só não vou compartilhar para não dar palco para esse pobre coitado. Millôr, que, tadinho, está lá em coma, tinha lá sua razão ao dizer que não se deve amplificar a voz dos idiotas. No mais, seu texto está ótimo. Aula de argumentação. E eu sou um aluno voraz disso, mas confesso que é aquela arma que, quanto mais eu aprendo a usar, mas eu evito…:-)

  4. Em reforço a sua argumentação, eu acrescentaria apenas, que, nas sociedades de língua inglesa, a palavra gay significava alegre e divertido, brilhante e vistoso, lascivo e dissoluto, sendo, entre outros empregos, utilizada de forma depreciativa para designar o homossexual masculino. Hoje, o significado de gay como homossexual, tanto masculino como feminino, predomina sobre os significados mais antigos, de tal maneira que estes são ignorados pela maioria das pessoas e quase não são empregados. Fenômeno semelhante ocorreu nas décadas seguintes com a palavra queer (estranho, esquisito, ridículo, doentio, adoentado etc.), originalmente usada também para designar, de forma pejorativa, o homossexual masculino O processo de ressignificação de palavras como bicha e veado, no Brasil, não é inédito. Anteriormente, as palavras gay e queer foram apropriadas pela população e pelos movimentos LGBTs, sendo positiva e radicalmente ressignificadas.

    Abraços!

  5. Só não concordo com os que falam em “exagero na punição ao cruzeiro”, pois me parece que não viram o jogo e estão julgando a partir de ideias pré-concebidas sem analisar o que de fato aconteceu. O caso foi asqueroso. O rapaz foi caçado em quadra com gritos de “bicha, bicha, bicha” entoados por 90% do estádio a cada passagem dele pelo saque. E não, ele não é o jogador de maior destaque no voleyfuturo, é bom jogador, mas não é o craque da companhia e nem é exatamente o que dá mais “pinta” no time. No entanto, ele foi hostilizado por famílias, crianças, senhoras…O horror! A escolha não foi aleatória, “inocente”, foi demarcatória. Quiseram marcar a “bicha”, colocá-la em seu devido lugar. Adoro futebol, também, acompanho desde pequena e nunca me senti assim num jogo. Talvez pelo estádio de volei ser menor e tudo ser ouvido com mais facilidade, mas eu nunca vi um estádio -quase que- inteiro chamando um jogador de bicha. O torcedor de vôlei sabe ser chato e “encarnar” no jogador: ano passado a Mari foi “caçada” pela torcida carioca, que sabendo da dificuldade dela de recepcionar saques, gritou em todos os saques do seu time “saca na Mari, saca na Mari”. A jogadora espumou de raiva e deu banana pra torcida. No final foi até engraçado. Agora “bicha,bicha, bicha” vindo de crianças, adultos, famílias inteiras é ruim de engolir…Eu acho que tinha que haver multa mesmo, acho pouco. Por mim até perda de mando de campo seria razoável. Tem que demarcar. Desenhar pr’os homofóbicos- e, pra mim, a torcida teve comportamento homofóbico, não foi brincadeira – que isso não será tolerado nas quadras. Que vai haver consequências.

  6. ” ano passado a Mari foi “caçada” pela torcida carioca, que sabendo da dificuldade dela de recepcionar saques, gritou em todos os saques do seu time “saca na Mari, saca na Mari”. A jogadora espumou de raiva e deu banana pra torcida. No final foi até engraçado. Agora “bicha,bicha, bicha” vindo de crianças, adultos, famílias inteiras é ruim de engolir…”

    Eu ia perder meu tempo argumentando, mas esse comentário mostra o tipo de raciocínio da comunidade GLBT. Inútil discutir…

    Vou apenas deixar um questionamento para reflexão. Se o jogador Ronaldo, após o seu episódio de sexo com três travestis, fosse ofendido em campo pela torcida, onde se encaixaria essa argumentação? Seria justo pela promiscuidade? Seria injusto pela homofobia? Seria justo pelo não-pagamento dos profissionais envolvidos? Seria injusto pela modificação de um ícone estabelecido?

    Sem mais.

  7. Olá, primeiramente, parabéns pelos textos. Acabei “caindo” aqui através do outro texto muito bom (do jornalista Gustavo Poli) e queria externar um pouco de minha visão sobre o assunto. Acho que os dois grupos acabaram se exaltando nas idéias. Tanto o Rica Perrone errou na forma de abordar o tema, quanto os defensores exageraram na crítica ao jornalista. Li e reli o texto do Rica e não encontrei a tal “homofobia” e nem essa “homofobia envergonhada” que você argumenta. Vi um cara, um ser humano médio, externar que, na sua visão, era hipócrita o tratamento diferenciado dado ao xingamento “viado” em um ambiente onde o xingamento é quase costume sedimentado (se isso é correto ou não, é outra discussão). Nessa parte, concordo com ele. E não sou, em absoluto, homofóbico. Meu melhor amigo é gay. A tal “deturpação” ocorreu quando retiram o comentário do viés do torcedor de arquibancada (lembrem-se, o blog dele é especializado em esportes) e apresentam essa opinião como se fosse a visão social dele. Aí entra a outra parte, também errada. Os seguidores de pensamentos retrógrados e nojentos como o do deputado Bolsonaro, esses sim, eivados de preconceitos evidentes, buscaram “defender” esse ponto de vista. Resumindo: Nem tanto, nem tão pouco. O erro crasso foi a forma de abordar o tema, não propriamente no conteúdo.
    Abraço e, mais uma vez, parabéns!

  8. O cara foi chamado de “bicha” e não de veado. Quem usou o termo veado foi o jornalista. Por certo para ter como se dusculpar.

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