Alexander Mc Queen no Metropolitan: Andrea conta o que achou

Quem conhece a comunidade #brioches no Facebook (tem porta de entrada direta aí nas páginas do blog) sabe muito bem que a @andrea_tedeschi sabe tudo o que você possa imaginar e mais um pouco sobre cosméticos, maquiagem, produtos para o cabelo, tratamentos de pele e o que mais se referir ao assunto. Não bastasse isso, ela ainda é culta como poucas pessoas que eu conheço (e com aquele je ne sais quoi chic minimalista Calvin Klein- Ralph Lauren que eu adoraria ser mas minha personalidade barroca não permite). Junte-se a isso uma ida a Nova York e a ventura que vocês caros leitores (sim, vocês, eu sou só o instrumento, hahaha) têm de eu conhecê-la, e temos aqui uma série de textos sobre Nova York e os mimos que ela comprou (ou viu por lá).

Agora vou ficar quietinha e deixar ela contar como está a exposição do Alexander Mc Queen no Met. Divirtam-se :-)

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Este será o primeiro de uma série de posts sobre minha viagem a Nova York em Maio deste ano. Desta vez fui pra lá cheia de boas intenções. Pela ordem:

1. Assistir à montagem da peça The Importance of Being Earnest, de Oscar Wilde, dirigida por Brian Bedford (que também faz o papel de Lady Bracknell);

2. Ver a exposição Savage Beauty, em homenagem a Alexander McQueen, no Metropolitan;

3. Visitar o Jardim Botânico do Brooklyn;

4.  Fazer comprinhas de beleza

Desobedecendo a ordem da lista, vou começar falando da exposição no Metropolitan. Primeiramente, estava lotadíssima. A exposição foi inaugurada no baile do Met no dia 02 de Maio, e eu fui no dia 14 – que, como era um sábado, estava mais lotado ainda.

De qualquer forma, a gigantesca fila, que serpenteava por várias outras salas e exposições do museu, estava organizada e andava com agradável regularidade. Os funcionários anunciavam ao público espera de 15 minutos, e assim foi até que eu pudesse entrar na sala da exposição.

 

Foto da montagem da exposição

 

A ambientação criada pelos idealizadores foi primorosa. Trilha sonora, iluminação e painéis estavam fiéis ao estilo de McQueen. Misterioso, denso, algo lúgubre. Muitos modelos escolhidos pertencem às coleções góticas e românticas-naturalistas e primitivistas, No entanto, havia também criações da coleção em tartan (xadrez escocês).

Apontar o esmero e perfeição na confecção de tais indumentárias é quase desnecessário e óbvio. Mas impressionam e encantam de tal forma, que fica impossível não mencionar esse aspecto. Os bordados, brocados, costuras em couro e moulage irrepreensível merecem todo respeito e admiração pela arte, sensibilidade e talento de McQueen.

Acessórios são destacados à parte e o devido crédito lhes é dado nos painéis indicativos da exposição. Muitos chapéus e outros adornos de cabeça foram feitos por Philip Treacy para McQueen.

Dentre muitas informações e declarações relevantes de McQueen para a compreensão de suas criações por parte do público, as que mais me chamaram minha atenção foram aquelas em que ele diz que mulher e romantismo andam juntos, e por isso suas coleções são sempre permeadas de temas românticos; mas ele não consegue ver romantismo entrelaçado com ingenuidade ou fragilidade feminina – daí suas criações mostrarem uma combinação equilibrada de diáfano e obscuro, leve e pesado, delicado e poderoso.

É uma exposição que interessará não apenas a estudantes de moda, fashionistas ou mulheres, mas todos que queiram ter uma compreensão maior do universo de um artista singular e que, dentre vários outros estilistas, reforçou em nossa cultura o conceito de que moda é, também, uma forma de arte (aqui você encontra mais fotos incríveis)

Na lojinha do Met tem vários souvenirs da exposição, desde livros até cartões postais, mas os preços são salgadinhos, em comparação com souvenirs normais.

Eu diria que é imperdível para quem gosta de moda e de observar a cultura através dela: aquilo é litralmente uma aula de McQueen, cultura de moda e cultura geral.

A exposição estará aberta até dia 31 de Julho.

Para saber mais sobre a exposição Savage Beauty clique aqui

Dica: compre com antecedência sua entrada no Met Museum

*** ladyrasta entra na sala***

Folks, pra quem gosta de moda, eu sempre recomendo ler o Fashion Babylon. Explico por quê aqui.

Aguardem cenas dos próximos capítulos, nas “As Aventuras de Andrea nas terras Estadunidenses” (!) :-)

 

 

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4 comentários sobre “Alexander Mc Queen no Metropolitan: Andrea conta o que achou

  1. Mari Biddle que bom que vc gostou!! A Andrea realmente escreve muito bem, aguardemos os próximos!!
    Mari Campos do jeito que vc é, já já tá em Nova York de novo e aí vê, hehehe
    Beijos!

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