De Nova York: Oscar Wilde na Broadway

Continuando a saga “Andrea em Nova York“, conforme prometido ela agora nos conta sobre a peça de teatro que escolheu para assistir em sua semana por lá. Divirtam-se!!

Indo à Broadway: “The Importance of Being Earnest”

meu ingresso para a peça

Antes mesmo de comprar a passagem para Nova York, eu comprei o ingresso para ir ao teatro. Sim, porque, assim que deitei olhos sobre a programação da Broadway e descobri que estava em cartaz uma peça de um dos meus autores favoritos da literatura inglesa, eu não pensei duas vezes. Foi praticamente o motivo principal que me levou à Big Apple desta vez! 🙂

 

"Playbill", o livreto informativo distribuído ao público antes da peça

“The Importance of Being Earnest”, de Oscar Wilde, foi escrita em 1895, na época Vitoriana, e trata-se de uma comédia farsesca sobre a trivialidade dos costumes e regras sociais de então. O personagem principal, John Worthing (interpretado por David Furr), inventa um novo nome e personagem para si, enquanto no interior inglês, para fugir de certas obrigações. Da mesma forma, seu amigo Algernon Moncrieff (Santino Fontana) inventou um amigo muito doente, coisa que também o livra de certas chatices em momentos cruciais. A partir da mentirinha de John, Algernon – que achava ser o único que cometia “Bunberryism” – acaba criando uma situação hilária e quase desastrosa.  Certamente muitos de vocês leram essa saborosa peça, mas não quero contar mais sobre o plot para não incorrer em “spoiler”- inclusive, nem vou explicar o que é “Bunberryism”! 🙂

 

Apesar de não ser a personagem principal, Lady Bracknell, interpretada pelo próprio diretor da peça, o genial Brian Bedford, torna-se o centro indiscutível das atenções. Lady Bracknell é a mãe de Gwendolen Fairfax (Jessie Austrian) e faz um completo e hilário escrutínio das qualidades e origem familiar de John para aprová-lo como noivo da filha, dentre outros diálogos saborosos. A cada frase dita por Bedford na pele de Lady Bracknell o teatro explode em gargalhadas. Ele é já é sensacional simplesmente movimentando-se pelo palco com vestimentas femininas vitorianas. Imaginem então interpretando um texto cheio de verve como  o de Oscar Wilde.

David Furr e Jessie Austrian como John Worthing e Gwendolen Fairfax

Outro ator cuja interpretação achei ótima foi a de David Furr como John Worthing. Encarna deliciosamente bem um cara-de-pau de carteirinha que não perde a pose, mas que, por amor, assume todos os riscos que sua pequena fraude trouxe à tona. Interpretação muito divertida que também merece menção é a de Jayne Hoydyshell, no papel de Miss Prism, personagem relativamente secundária, mas composta com perfeição.  O elenco é ótimo e todos fazem um trabalho de alto nível.

E, para não perder o costume de mencionar um tema #Brioches, a maquiagem da produção é feita pela MAC Cosmetics. <ladyrasta entra na sala>: aliás, a Andrea está fazendo resenha de vários produtos de maquiagem trazidos da viagem no blog, vai lá! <ladyrasta sai da sala>

Se você ficou interessado/a, a peça fica em cartaz até o dia 03 de Julho, no teatro American Airlines, em Nova York. No mês de Junho, mais precisamente no dia 02 (e algumas outras datas ainda não definidas até o dia 28/06), haverá apresentações em alta definição em salas selecionadas de cinema através dos Estados Unidos.

 

Você pode comprar seu ingresso antecipadamente no site oficial da peça. Há uma pequena taxa de serviço de US$ 2 adicionais ao preço do ingresso. Os assentos do teatro podem ser escolhidos online através do mapa do local.  Onde me sentei, o assento B107, é a terceira fila a partir do palco, e exatamente no centro. Lugar excepcional.

A peça é dividida em 3 atos, com dois intervalos de 15 e 10 minutos. O teatro dispõe de bombonière bacaninha e é bastante confortável. Recomenda-se chegar com 30 a 15 minutos de antecedência para a troca de seu bilhete web pelo bilhete oficial, e para a acomodação do público em seu lugares sem gerar atrasos.